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Celular marca era da instantaneidade

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O GLOBO Washington Algumas das imagens mais próximas das explosões em Londres na última quinta-feira foram feitas por telefones celulares equipados com câmeras fotográficas e de vídeo, o que demonstra como a tecnologia originalmente anunciada como de entretenimento veio a ter um papel significativo nas notícias de última hora. A disponibilidade de câmeras, somadas à capacidade de transmitir imagens rapidamente está possibilitando assistir a notícias de forma quase simultânea às das vítimas e testemunhas. Uma imagem mal iluminada foi captada por um telefone de um passageiro preso no metrô com dezenas de pessoas depois de uma explosão. A porta do vagão, parado num túnel em King?s Cross, está entreaberta para permitir a entrada de ar, pois o trem estava enfumaçado. Em questão de horas, a imagem já estava em TVs e páginas na Internet. Internet Outras testemunhas enviaram fotos do ônibus de dois andares que fora destruído. Outro blogueiro colocou na internet uma foto dos londrinos caminhando pesadamente para casa com a manchete: ?Londres sob caos esta noite.? A história é repleta de jornalistas acidentais com aparelhos portáteis, desde Abraham Zapruder, que filmou o assassinato do presidente Kennedy, ao vídeo de Rodney King sendo espancado por policiais de Los Angeles, e fotos incriminadoras tiradas na prisão de Abu Ghraib. BBC e CNN pedem imagens Com telefones mais sofisticados e redes de alta velocidade surgindo, empresas começaram recentemente a oferecer câmeras de vídeo nos celulares, que podem quase instantaneamente transmitir imagens em movimento por e-mail. Dezenas de blogs pessoais e veículos de imprensa, inclusive BBC, CNN e o jornal inglês ?The Sun?, solicitaram fotos e vídeos de testemunhas da carnificina. Há, claro, um lado ruim em contar com imagens de repórteres amadores. As empresas não podem verificar a origem ou a veracidade de uma imagem enviada às pressas.

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