Internacional
Pol�cia vai a metr�s ensinar a identificar homens-bomba
A polícia de Nova York vai embarcar em ônibus e trens do metrô da cidade a fim de ensinar os passageiros do transporte público a reconhecer homens-bomba, informou uma autoridade, uma semana depois dos atentados em Londres. Nova York, atingida duramente nos ataques de 11 de setembro de 2001, nunca sofreu um atentado suicida como os que atingem os iraquianos diariamente ou os que acontecem em Israel de tempos em tempos. MORTES NO METRÔ As bombas detonadas em três composições do metrô e em um ônibus de Londres, na semana passada, matando 54 pessoas, foram os primeiros atentados suicidas ocorridos na Grã-Bretanha. Alertar os passageiros para que eles reconheçam homens-bomba é parte de um plano mais amplo para intensificar o aparato de vigilância no sistema de transporte público de Nova York, disseram autoridades. A idéia surgiu depois de um membro da polícia que vasculhava um ônibus um dia depois dos atentados em Londres ter tido uma resposta positiva da população ao conversar sobre a necessidade de estar atento a atividades suspeitas, disse o comissário de polícia Raymond Kelly. ?É algo raro estar em um ônibus e fazer isso?, afirmou Kelly. - Na realidade, não poderemos fazer isso em todos os ônibus. Mas acho que vamos usar isso onde pudermos - acrescentou. A força policial de Nova York, que tem 37 mil membros, já vive um nível alto de alerta, fazendo hora extra com auxílio de cães farejadores na patrulha do metrô, de ônibus, de prédios importantes. Os alertas aos passageiros do sistema de transporte vão se juntar a esses esforços, disseram as autoridades. ?As pessoas podem ser aconselhadas a ficar atentas com pessoas que usem roupas de frio quando estiver quente ou que fiquem o tempo todo agarrando um pacote?, afirmou Paul Browne, porta-voz do Departamento de Polícia. Em Londres, coordenadores do resgate disseram que o cenário da explosão da linha Piccadilly continuava o mais difícil para a recuperação de corpos e provas. Altas temperaturas, limitações impostas pelos destroços impõem um estresse terrível aos que trabalham na investigação.