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Parlamento mant�m retirada para agosto

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FOLHAPRESS O Parlamento israelense (Knesset) rejeitou ontem três projetos de lei que pediam o adiamento do início da retirada dos assentamentos judaicos da faixa de Gaza e da Cisjordânia, previsto para meados de agosto. Foram 69 votos contra, 41 a favor e duas abstenções. Os projetos foram apresentados por um legislador de um grupo dissidente do Partido Likud, Uzi Landau; por Zevulún Orlev, líder do Partido Nacional Religioso (Madal), e o terceiro pelo ex-ministro e deputado do sionismo religioso, Issac Levy. O plano de retirada, elaborado pelo premier Ariel Sharon, tem causado vários confrontos entre colonos judeus que vivem na região e forças israelenses, que tentam barrar a entrada de simpatizantes da causa anti-retirada na faixa de Gaza. A crise atinge até o Exército do país, que já teve de punir dois soldados que se recusaram a agir na retirada. Na região dos 25 assentamentos vivem cerca de 8.000 colonos judeus e 1 milhão de palestinos. Os ministros das Finanças e da Educação, Binyamin Netanyahu e Limor Livnat, respectivamente, não estiveram presentes à votação. O ministro das Relações Exteriores, Silvan Shalom, votou contra o adiamento. Ontem o Conselho Yesha - organização que representa cerca de 200 mil colonos da Cisjordânia e da faixa de Gaza - anunciou que manifestantes anti-retirada começariam a marchar rumo ao bloco de colônias de Gush Katif, no sul de Gaza. Também ontem o Fatah Fatah [principal grupo político da Organização para a Libertação da Palestina, ligado a Mahmoud Abbas] e o grupo extremista Hamas concordaram em dar a uma trégua em seus combates travados travando nos últimos dias no norte de Gaza. Os enfrentamentos entras as duas facções começaram após as forças da Autoridade Nacional Palestina entrarem em Gaza em resposta a ataques do Hamas contra Israel. Os conflitos entre palestinos deixaram aos menos dois mortos e vários feridos.

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