Internacional
Nova constitui��o iraquiana deve seguir regras do isl�
Folhapress O islã será a principal fonte de legislação do Iraque e a religião oficial do Estado, segundo uma versão preliminar da nova Constituição divulgada ontem. A determinação põe abaixo as expectativas dos EUA de que o Estado iraquiano se mantivesse totalmente laico e alimenta temores entre grupos de direitos civis -sobretudo os femininos. A versão final da Carta deve ser apresentada até 15 de agosto para ratificação na Assembléia Nacional e ir a plebiscito no fim do ano. O documento atribui ainda ?papel proeminente? à liderança xiita sediada em Najaf. Os xiitas, que perfazem 60% da população iraquiana e foram reprimidos pelo regime de Saddam Hussein (1979-2003), detêm a maioria dos assentos da comissão de 71 pessoas incumbida de redigir a Carta. Grupos de defesa dos direitos das mulheres temem que interpretações mais rígidas da religião acabem por tolher os direitos das iraquianas, como o direito ao divórcio e o direito à herança. O país é um dos mais avançados da região em relação às conquistas femininas. Enquanto os constituintes tentam concluir o texto, a violência segue sendo o principal problema do Iraque. Na região da capital, uma emboscada contra dois ônibus que levavam operários iraquianos de uma fábrica a oeste de Bagdá para casa resultou na morte de 17 pessoas.