Internacional
Supostos autores de ataques s�o presos
| Folhapress A polícia britânica prendeu ontem dois dos quatro suspeitos de terem transportado explosivos a um ônibus e a três estações do metrô no último dia 21 de julho. Um terceiro terrorista foi preso pela polícia italiana, em Roma. Com o quarto homem já sob custódia policial -em Londres- desde quarta-feira, todos os supostos envolvidos diretos nos ataques foram neutralizados. O primeiro a ser preso na capital britânica foi Muktar Said Ibrahim, 27, também conhecido como Muktar Mohammed Said, nascido na Eritréia e residente no Reino Unido há 15 anos. Ele transportava explosivos no ônibus da linha 26, em Shoreditch. Um segundo suposto terrorista preso, de identidade não revelada, tentou explodir uma bomba na estação Oval do metrô. O terceiro do grupo, preso na Itália, foi Osman Hussain, de idade ignorada. Ele é um cidadão britânico, nascido na Somália, e suspeito de haver tentado explodir a estação de Shepherd?s Bush. O suspeito preso na quarta-feira, em Birmingham, chama-se Iasin Hassan Omar, 24, um britânico de origem somali que tentou explodir um trem do metrô perto da estação Warren Street. A polícia não confirmou a identidade dos dois terroristas presos em Londres. Mas a BBC e o jornal ?The Guardian?, entre outros, dão como certo que se trata dos extremistas cujas fotografias tinham sido tornadas públicas dois dias antes. Suas imagens foram registradas pelo circuito interno de TV do transporte londrino. Hussain, preso em Roma, teve sua identidade revelada ontem mesmo pelo ministro do Interior italiano, Giuseppe Pisano. O ministro não deu detalhes da prisão. Mas uma agência local disse que a polícia britânica alertou a polícia italiana de que Hussain revelara em telefonemas a um cunhado que a Itália estava em sua rota de fuga. Antes de ser preso em Roma, o suposto terrorista passou por Milão e Bolonha. A polícia também tinha informações de que dois dos suspeitos foragidos estavam escondidos em Notting Hill e Kensington, a oeste de Londres. O conjunto habitacional de Peabody foi cercado por policiais equipados de metralhadoras e bombas de gás lacrimogêneo. Atiradores de elite se instalaram nos telhados, e um helicóptero coordenava de cima a operação. Testemunhas disseram ter ouvido explosões antes que dois homens fossem transportados para fora do conjunto residencial, um deles de cueca, conforme a polícia havia ordenado, e o outro vestido com o uniforme de motorista de ônibus do transporte londrino. A vizinhança parecia surpresa. A região não integra o miolo aristocrático de Notting Hill. Há britânicos de classe média convivendo com pessoas de baixa renda, em edifícios de aluguel subsidiado pelos programas sociais. Ainda ontem, duas mulheres foram presas na estação do metrô Liverpool. Não há a respeito delas, no entanto, outros detalhes. Em Lusaka, capital de Zâmbia, a polícia disse ter prendido Haroon Rashid Aswat, que teria feito 20 telefonemas a um dos homens-bomba que provocaram os atentados londrinos do dia 7. A polícia londrina não comentou a prisão. Com as prisões de ontem, já são 21 os terroristas e supostos terroristas sob custódia policial. Além daqueles que colocaram as bombas nos transportes públicos, há outros integrantes das células islâmicas encarregados da produção e do armazenamento de explosivos ou dos mecanismos logísticos e financeiros para os atentados. Os atentados de 21 de julho não provocaram mortes ou ferimentos ao contrário daqueles ocorridos em 7 de julho, quando, segundo o último balanço, 56 pessoas e mais quatro suicidas morreram.