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Nova unidade do ex�rcito teria participado da morte de Jean

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Londres - Uma nova unidade especial do Exército esteve envolvida na operação que levou à morte em Londres, pelas mãos da polícia, do brasileiro Jean Charles de Menezes, confundido com um terrorista, informou ontem o jornal ?The Guardian?. Segundo o jornal, o Regimento Especial de Investigação, criado em abril para ajudar na luta contra o terrorismo internacional, participou da operação de vigilância que terminou tragicamente, com a morte do imigrante brasileiro, que tinha 27 anos. Ele levou oito tiros - sete na cabeça - no metrô de Londres. O novo regimento absorveu a 14ª Companhia de Inteligência, unidade integrada pela Polícia secreta e dedicada a obter informação sobre suspeitos de terrorismo irlandeses, e seus recrutas são treinados pelas SAS (forças especiais). Segundo o ex-ministro da Defesa britânico Geoff Hoon, essa unidade foi criada para atender a uma demanda mundial desse tipo de informações. O brasileiro foi seguido pela polícia, que o viu sair em 22 de julho, um dia depois dos fracassados atentados de Londres, de um edifício de três andares supostamente vinculado aos autores desses atos terroristas. Jean, que trabalhava como eletricista, vivia no primeiro andar desse edifício com duas primas. O brasileiro subiu em um ônibus da linha 2, em direção à estação de metrô de Stockwell, e acredita-se que vários policiais à paisana também subiram no veículo. Fontes do Ministério da Defesa negaram-se a esclarecer se esses agentes à paisana eram membros do novo Regimento de Investigação Especial. Outros agentes seguiram o ônibus em seus próprios veículos, e quando se viu que o metrô de Stockwell era o provável destino do suspeito, policiais armados, também à paisana, foram alertados. Após persegui-lo, os policiais dispararam oito vezes contra o brasileiro, que entrara em um vagão de metrô e já estava no chão. A Comissão Independente de Queixas da Polícia, encarregada de investigar o incidente, deverá examinar o papel desempenhado por esse novo regimento especial, assinala o ?Guardian?. Uma das dúvidas que aguardam resposta é por que se permitiu que Jean subisse em um ônibus quando dois ônibus já tinham sido alvo de atentados.

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