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Colonos anti-retirada atacam soldados

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Folha Online Com Agências Internacionais Após um dia de confrontos entre soldados e colonos em pelo menos três assentamentos judaicos, no qual extremistas judeus usaram armas e ácido contra forças de segurança, militares conseguiram desmobilizar os protestos e esvaziar mais duas colônias. Os principais focos de resistência foram registrados em Kfar Darom, Neve Dekalim e Kfar Yam. Nas duas primeiras, ativistas entrincheiraram-se em sinagogas. As colônias de Kfar Yam e Shirat Hayam foram totalmente esvaziadas ontem, informou o jornal israelense ?Haaretz?. Na colônia de Netzer Hazani, todos os colonos também foram retirados. Forças israelenses conseguiram retirar ontem os 1.500 colonos que estavam há dois dias trancados na sinagoga sefardita em Neve Dekalim, em protesto ao plano de retirada das colônias judaicas da faixa de Gaza. Desarmados, os soldados tiveram que arrastar um a um dos colonos, sob forte resistência dos ativistas, que gritavam ?judeus não expulsam judeus?. Um soldado e seis manifestantes ficaram feridos nas ação mas, segundo o Exército de Israel, os ferimentos eram leves. Assim que os soldados entraram na sinagoga, líderes dos colonos que estavam no local pediam, usando megafones, que os militares se recusassem a cumprir as ordens do Exército, afirmando que o local estava sendo ?profanado?. Na parte do templo religioso reservado às mulheres, soldados e policiais iniciaram a retirada das garotas que também estavam dentro da sinagoga em protesto. Um soldado que participava da ação teve um ataque de pânico, e teve que ser retirado da sinagoga. As soldados, porém, concordaram em interromper a remoção das pessoas até o fim das orações. Apenas militares femininas participaram da remoção das mulheres. Entre os extremistas retirados, estava um dos líderes do Conselho Yesha -organização que representa cerca de 200 mil colonos da Cisjordânia e da faixa de Gaza - Tzviki Bar-Hai. O plano de invasão da sinagoga foi atrasado pela resistência dos colonos. Quando os soldados iam tentar entrar no local pela primeira vez, os ativistas jogaram óleo na porta principal da sinagoga. O Exército cobriu a mancha de óleo com uma camada com areia, para evitar qualquer acidente.

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