Internacional
Abbas acusa israelenses de minar cessar-fogo
| Folhapress Com Agências Internacionais O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusou Israel de, com a morte de cinco palestinos na Cisjordânia em tiroteio com forças israelenses, ter agido com a intenção de minar o cessar-fogo com os grupos terroristas. Apesar disso, ele pediu que a interrupção nos ataques continue a valer. Os grupos terroristas, porém, prometeram novas ações. Esse aumento na tensão entre os dois lados vem apenas dois dias após Israel ter conseguido encerrar com sucesso a desocupação de 21 assentamentos em Gaza e de 4 na Cisjordânia. A violência já recomeçou anteontem, quando os cinco palestinos foram mortos por forças de Israel em Tulkarem (Cisjordânia) e dois judeus, um britânico e um americano, foram esfaqueados por um palestino em Jerusalém. O britânico morreu. Ontem, um foguete atirado do Líbano explodiu numa vila israelense perto da fronteira, causando dano material, mas sem vítimas. Outros dois foram lançados de Gaza, sem danos nem feridos. Para Abbas, o confronto na Cisjordânia é responsável pela escalada de violência. ?Está intencionalmente direcionado a reiniciar o círculo vicioso.? O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, justificou a ação. ?Eles planejavam um atentado suicida.? Os EUA pediram aos dois lados que se contenham. Cerca de 4.000 pessoas foram aos funerais dos cinco mortos. Horas depois, foram disparados os dois foguetes de Gaza em direção a Israel, na primeira ação do gênero desde a retirada. Houve ainda duas marchas de militantes.