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Katrina: mortos podem passar de 100

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Folha Online Com Agências Internacionais Helicópteros e equipes de resgate vasculham áreas inundadas nos Estados do Mississippi e Louisiana (sul dos EUA) à procura de vítimas do furacão Katrina, que devastou a região anteontem. Autoridades locais já falam em centenas de mortos, mas apenas 65 mortes foram confirmadas até o momento. Uma justificativa para o possível aumento do número de mortos é a destruição causada pelo furacão em várias partes do Mississippi, e a falta de informações sobre possíveis mortos na Louisiana, onde a cidade de Nova Orleans sofre com uma enchente que deixou sua maior parte submersa. Autoridades afirmam que várias pessoas ainda podem estar presas nos escombros do bloco de apartamentos que desmoronou no balneário de Biloxi. Ao menos 50 pessoas morreram só nesse Estado. O Katrina deixou outros 15 mortos nos Estados do Alabama, Geórgia e Flórida - este último foi atingido pelo furacão na semana passada. Ondas com nove metros de altura - provocadas pela força dos ventos e das tempestades - invadiram ao menos 1,5 quilômetro das cidades na costa do Mississippi. Várias pessoas conseguiram subir no telhado das suas casas para fugir do avanço das águas, mas é possível que muitas outras tenham sido levadas pela correnteza. ?O número de mortos será de centenas?, afirmou o porta-voz da Prefeitura da cidade de Biloxi, Vincent Creel. ### Brasileira que fugiu de furacão teme saques A brasileira Ângela Rodriguez Mooney, 26, que mora em Nova Orleans há três anos e é casada com um norte-americano, disse à Folha Online, por telefone, que está com medo de voltar para sua casa por causa dos relatos sobre violência e saques que estão ocorrendo na cidade após a passagem do furacão Katrina. A cidade de Nova Orleans, no Estado da Louisiana, foi atingida por apagões e enchentes com a passagem do furacão. Cerca de 80% da população da cidade [485 mil pessoas, aproximadamente] teve de deixar suas casas e se dirigir a cidades vizinhas. ?Cidade sem lei? Ângela Rodriguez diz que recebeu informações de que algumas pessoas que decidiram permanecer em Nova Orleans estão aproveitando o clima de ?cidade sem lei? para cometer furtos em supermercados, caixas eletrônicos e outras lojas. Ângela saiu de Nova Orleans no último sábado (27), à tarde, antes de o prefeito da cidade, Ray Nagin, dar a ordem oficial para que a população deixasse suas casas. ?Quando eu saí, não havia trânsito porque já estava em vigor uma operação em que só funcionava um sentido para o tráfego dos carros?, diz. Ela se dirigiu com seu marido, David Mooney, à cidade de Columbus, no Estado do Mississippi, em uma região que não está sendo fortemente atingida pelo Katrina. Ângela Rodriguez está na casa de conhecidos, a cerca de 650 km de Nova Orleans. ?Tivemos sorte, porque muitos hotéis da cidade e de Baton Rouge [para onde boa parte dos moradores de Nova Orleans se dirigiram] já estavam lotados. Seguro Em Columbus, Ângela diz que o tempo é chuvoso, com algumas árvores derrubadas pelo vento nas ruas, mas diz que o clima é de calma. A brasileira fez, no ano passado, um seguro de sua casa, mas revelou preocupação quanto ao seu estado. ?Fiquei preocupada porque há um pinheiro perto da nossa residência, que pode tê-la atingido.? Até o momento, a brasileira Ângela Rodriguez não sabe em que estado ficou sua casa após a passagem do furacão, pois seus vizinhos e amigos também tiveram de deixar suas casas. A Prefeitura de Nova Orleans só irá permitir que os moradores voltem para a cidade a partir da próxima segunda-feira, dia 5 de setembro.

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