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Equipes buscam sobreviventes e corpos

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FOLHA ONLINE Com Agências Internacionais Os serviços de resgate iniciaram ontem uma gigantesca operação de casa em casa em Nova Orleans, em busca de sobreviventes e cadáveres, enquanto o presidente George W. Bush realizava sua segunda visita à região, dizendo ter feito ?todo o possível?. Um ?número significativo? de pessoas morreu em Nova Orleans devido às catastróficas inundações provocadas pelo furacão Katrina, estimou ontem - uma semana após a tragédia - o general Russel Honore, que foi encarregado da coordenação de ajuda. Segundo o general, restavam na cidade ontem ?muito menos de 10 mil pessoas.? A cidade contava com 485 mil habitantes antes da catástrofe e 1,4 milhão em toda a área metropolitana. As equipes de resgate continuavam as patrulhas nas regiões afetadas para ajudar aos sobreviventes e retirar ou encontrar corpos. ?Vimos mais mortos que vivos?, comentava um socorrista, depois de horas percorrendo ruas inundadas. Segundo ele, a cidade segue 80% alagada. O balanço oficial provisório de mortos é de 218 - dos quais 152 no Mississippi, o estado mais afetado, ao lado da Louisiana. Em Nova Orleans, até agora foram confirmadas 59 mortes. Retorno Milhares de habitantes de Nova Orleans tentavam retornar ontem à cidade, criando um enorme engarrafamento na única estrada em que se podia circular, depois que um alto funcionário permitiu o retorno provisório para que os proprietários inspecionassem as casas. Decidido a reverter as críticas sobre a lentidão e os erros das autoridades frente à catástrofe, o presidente George W. Bush retornou ontem às regiões devastadas pelo furacão. Bush chegou a Baton Rouge, capital administrativa da Louisiana, na manhã de ontem, para realizar sua segunda visita em quatro dias e verificar a organização das operações de socorro. ?Enquanto houver uma vida em perigo, teremos trabalho a fazer?, afirmou o presidente, acompanhado da primeira-dama, Laura Bush. ?Cada nível da administração fez todo o possível. E se isso não funcionou, faremos com que funcione?, afirmou. Um número cada vez maior de cidades americanas se mobilizam para receber refugiados. Em alguns estados, como o Texas, que abriga 23 mil vítimas, a situação está crítica. Os hotéis estão lotados, os preços de casas dispararam e já são organizadas pontes aéreas para deslocar os desabrigados para outros estados. A comunidade internacional continua mobilizada para ajudar os EUA. Dez socorristas belgas, especializados em logística, partiram ontem de Bruxelas, e a Rússia enviará três aviões com ajuda humanitária - geradores, água potável, alimentos e barracas. Os ex-presidentes Bill Clinton e George Bush (o pai), que coordenaram a ajuda norte-americana às vítimas do tsunami na Ásia no ano passado, lançaram ontem uma operação de coleta de fundos para socorrer as vítimas do Katrina. Em uma carta enviada neste domingo ao presidente, a senadora e mulher de Bill Clinton, Hilary Clinton, propôs a formação de uma comissão de investigações do mesmo tipo que examinou os atentados de 11 de setembro. ?Há crescentes evidências de que nossa nação não estava preparada para enfrentar a emergência?, afirmou a senadora.

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