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Elei��es definir�o modelo de reformas

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Berlim - A Alemanha realiza neste domingo, dia 18, eleições antecipadas em que os eleitores deverão escolher entre vários modelos de reformas, essencialmente entre o do atual chanceler e candidato à reeleição, o social-democrata Gerhard Schröder, e o da principal candidata da oposição, a democrata-cristã Angela Merkel. Exceto pelo Partido da Esquerda, formado pelos herdeiros dos comunistas da ex-Alemanha Oriental, e por dissidentes do Partido Social Democrata (SPD), todos os partidos com chances de entrar no Bundestag (Parlamento) defendem de forma mais ou menos aberta reformas sociais mais ou menos radicais. O programa de Schröder, a Agenda 2010, detonou o adiantamento das eleições, que o governante social-democrata apresentou como uma espécie de referendo sobre o plano. Em maio, Schröder propôs adiantar as eleições, que deveriam ser realizadas no segundo semestre de 2006, após a última de uma série de derrotas em eleições regionais em um estado federado com muita tradição de movimento de trabalhadores e, até então, um bastião social-democrata: Renânia do Norte-Vestfália. Apesar de estar em andamento e ser considerado ?irreversível?, o chanceler constatou que seu plano de reformas não gozava do apoio de seu partido e decidiu colocar nas mãos dos cidadãos, pelas eleições antecipadas, o futuro da Agenda 2010. O setor de esquerda de seu partido estava cada vez mais reticente a apoiar as reformas. Membros do SPD criaram um partido alternativo e militantes protestavam na rua. A mudança mais polêmica era o chamado Hartz 4º, a reforma trabalhista pela qual o subsídio ao desemprego crônico fica restrito a uma ajuda social. Schröder entrou em campanha para defender as reformas já realizadas nos campos trabalhista, tributário e da saúde. ### Alemães acreditam que país precisa ser mais competitivo O chanceler Gerhard Schröder também quer o sinal verde dos cidadãos para outros projetos: flexibilizar os acordos coletivos, reduzir o imposto sobre sociedades, reformar as caixas de previdência. Contra o chanceler, pesa o fato de que, apesar das reformas, o desemprego continua grande e o déficit também. Uma pesquisa divulgada na sexta-feira pelo governo - que lembra que Schröder iniciou o processo de reformas na Alemanha - mostra, no entanto, que 73% dos alemães acham que o país precisa de mudanças para se manter competitivo e enfrentar a evolução demográfica. Os cidadãos têm a possibilidade de optar pelo modelo de reformas que defendem a União Democrata Cristã (CDU), de Merkel, ou seus potenciais parceiros de coalizão, o Partido Liberal (FDP). A CDU propõe, entre outras coisas, reduzir o imposto sobre a renda para 12% (o menor) e a 39% (o maior). Atualmente é de 15% a 42%, o que já representa 10 pontos a menos que quando Schröder chegou ao poder em 1998. Também pretende aumentar em dois pontos o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), dos atuais 16% para 18%. Em matéria sanitária, os conservadores defendem uma cota única e o FDP a privatização total. Tanto o SPD como a CDU defendem um sistema de ajuda às famílias. Mas, enquanto os conservadores propõem subsídios diretos - isenções fiscais e outras bonificações - os social-democratas querem também uma ampliação da oferta de creches e do horário escolar para favorecer a mulher trabalhadora. As últimas sondagens indicam que os social-democratas não têm maioria para formar Governo com seu atual parceiro de coalizão, os Verdes, e eventualmente com o Partido de Esquerda ou com o FDP. Mas tanto Schröder como Merkel insistem que não há consenso para criar uma grande coalizão entre os dois partidos.

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