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Tr�s carros-bomba matam 60 e ferem 70

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| Folhapress Com Agências Internacionais Explosões aparentemente coordenadas de três carros-bomba no Iraque causaram um dos mais mortíferos ataques desde a queda de Saddam Hussein, em abril de 2003: 60 pessoas morreram e 70 se feriram. Os ataques ocorreram em Balad, 80 km ao norte da capital Bagdá, por volta das 6h45 (11h45 de Brasília), e tiveram como alvo um banco e um mercado. Pouco antes, um comunicado do Exército dos Estados Unidos informou a morte de cinco marines [fuzileiros navais] em Ramadi, 110 km a oeste de Bagdá, anteontem. Eles foram atingidos por uma explosão. Ramadi, que fica a 110 km da capital, é um dos principais bastiões da insurgência iraquiana. As duas primeiras explosões de ontem ocorreram em um período de dez minutos. A terceira foi registrada cerca de 30 minutos mais tarde. Todas elas ocorreram em áreas predominantemente xiitas. De acordo com informações hospitalares, a maioria dos feridos possuem queimaduras graves e mutilações. Logo após as explosões foi decretado toque de recolher na cidade. Entre os feridos haveriam 22 crianças e 35 mulheres, além do chefe da polícia local, Kadim Abdul Razzaq, de acordo com o Ministério do Interior. Há 15 dias, a Al Qaeda no Iraque declarou guerra aos muçulmanos xiitas por meio de um comunicado divulgado na Internet, pouco depois de reivindicar a autoria de dez explosões de carros-bomba e matar cerca de 130 pessoas. Anteontem dois ataques mataram ao menos 12 pessoas e feriram mais de 50. Em uma ação inusitada, uma mulher-bomba, a primeira a agir no Iraque, matou seis pessoas. Mais tarde, uma explosão perto da casa de um guarda-costas do clérigo xiita Moqtada al Sadr matou mais seis. A mulher-bomba se infiltrou no meio do grupo disfarçada com roupas masculinas. Desde o último domingo, 73 pessoas já morreram em Tal Afar vítimas de bombas. O presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou ontem que a violência no Iraque vai aumentar até o dia 15 do próximo mês, quando haverá um referendo para aprovação da nova Constituição. Apesar do aviso, ele afirmou que os soldados dos EUA ?estão prontos?, e que os insurgentes ?não vão conseguir? impedir a realização do pleito.

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