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Parlamento reverte lei sobre referendo

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| Folhapress Com Agências Internacionais O Parlamento iraquiano reverteu ontem uma decisão aprovada no domingo que alterava as regras de aprovação da Constituição iraquiana, a ser submetida em referendo no próximo dia 15. A mudança aconteceu um dia depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter criticado duramente a mudança feita no fim de semana que tornava a desaprovação do documento praticamente impossível. Líderes sunitas ameaçaram anteontem boicotar a votação do referendo, caso não houvesse uma nova alteração na lei que regula a realização do pleito, e acusaram o governo de reformular as leis para garantir a vitória da Constituição. Representantes da ONU disseram que a mudança feita no domingo era uma ?violação aos padrões internacionais??. Ontem, 119 parlamentares iraquianos votaram a favor da reversão das leis, contra 28. Ao menos metade dos 275 membros da Assembléia Nacional iraquiana participaram da votação. Representantes da ONU e do governo americano pressionaram os legisladores a alterar novamente as leis. As regras originais, agora restauradas, dizem que, para que a Constituição não seja adotada, deve haver rejeição em, no mínimo, dois terços dos eleitores que forem às urnas em três Províncias diferentes. Os sunitas - grupo iraquiano que mais se apõe à Constituição - são maioria em quatro das 18 Províncias iraquianas. CARRO-BOMBA Ao menos 25 pessoas morreram e 87 ficaram feridas ontem na explosão de um carro-bomba na cidade de Hillah (100 km ao sul de Bagdá). O atentado, que marca o primeiro dia do Ramadã para os xiitas, foi realizado em frente a uma mesquita dessa facção. No momento do ataque, ocorrido às 18h (12h de Brasília), centenas de xiitas se aglomeravam em frente à mesquista, no centro de Hillah. Os xiitas geralmente iniciam o Ramadã [mês sagrado dos muçulmanos] um dia depois dos sunitas, que se orientam pela data estabelecida pelo governo de Saddam Hussein. Esse foi o segundo ataque de grande proporção em uma semana em Hillah.

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