Internacional
Mortos na �sia podem passar de 30 mil
Folhapress Com Agências Internacionais Mais de 2,5 milhões de pessoas estão desabrigadas no sul da Ásia devido ao terremoto de 7,6 graus na escala Richter que atingiu o Paquistão no sábado, além do Afeganistão e da Índia. Estimativas oficiais dizem que entre 20 mil e 30 mil pessoas podem ter morrido devido ao tremor. Esse foi o segundo terremoto de grande escala registrado na Ásia em menos de um ano. Em 26 de dezembro passado, um tremor de 9 graus na escala Richter - que teve seu epicentro localizado próximo à ilha de Sumatra, na Indonésia - provocou um maremoto que atingiu 11 países do sudeste da Ásia e da África, e deixou ao menos 280 mil mortos. Em 2003, um outro terremoto localizado na mesma região, que teve seu epicentro registrado no Irã, matou 30 mil pessoas. O terremoto destruiu vilas inteiras e, em alguns lugares, equipes de resgate não conseguem chegar. De acordo com autoridades locais, até agora o número oficial de mortos no Paquistão chega a 20 mil. Vários deslizamentos de terra no Paquistão fecharam as estradas nas áreas mais atingidas. Ontem o Exército sobrevoou várias regiões afetadas para a entrega de alimentos, água, e remédios. A maioria dos prédios que estavam mais próximos do Himalaia foram completamente destruídos. Ajuda O Banco Mundial (Bird) ofereceu US$ 20 milhões para ajudar na recuperação do Paquistão. Também poderão ser oferecidos recursos a outras nações do sul da Ásia atingidas pela tragédia, segundo o presidente do Bird, Paul Wolfowitz. Os Estados Unidos, que sofreram no último mês com os furacões Katrina e Rita, ofereceram US$ 100 mil em um fundo de ajuda e helicópteros militares. Um porta-voz do secretário-geral da ONU Kofi Annan - que está em visita oficial a Genebra até 11 de outubro - emitiu um comunicado com condolências de Annan às vítimas e a familiares dos mortos. Japão, Inglaterra, Turquia e os Emirados Árabes também enviaram equipes e doações à região. Com milhares de pessoas sorretadas entre os escombros de milhares de edifícios na zona montanhosa e de difícil acesso, o Exército paquistanês assegurou que já foram mobilizados todos os efetivos do Estado, mas faltam recursos financeiros. As regiões fronteiriças de Uri, Kupwara e Baramullah, no lado indiano da Cachemira foram as mais atingidas.