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Doen�as amea�am sobreviventes

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| Folha Online Agências Internacionais Malária e outras doenças já começaram a aparecer na região da Caxemira paquistanesa - afetada pelo tremor de 7,6 graus na escala Richter, ocorrido no sábado (8). Restos de corpos e esgoto sem tratamento contaminaram o rio Neelum, a principal fonte de água na capital provincial de Muzaffarabad, onde foi registrado o epicentro do terremoto. A cidade, que abriga 600 mil pessoas, contabiliza 11 mil mortos. A Organização das Nações Unidas (ONU) emitiu um alerta ontem contra a possível ocorrência de uma epidemia de cólera e pneumonia. O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, afirmou ontem que o número oficial de mortos no país em decorrência do terremoto chega a 23 mil. Na Índia, os mortos já são 1.300. Ao todo, 24 mil pessoas morreram e mais de 50 mil ficaram feridas nos dois países. Autoridades também dizem não ter nenhuma informação sobre cerca de 2.000 pessoas que moram na fronteira da Caxemira entre a Índia e o Paquistão. A contagem de mortos no terremoto tem sido dificultada pelo fato de que várias regiões afetadas são bastante remotas e de difícil acesso. Autoridades em regiões muito afetadas do Paquistão afirmam que o número de pessoas mortas podem chegar a 40 mil só nesse país. ?Os serviços de saúde pararam totalmente e malária, gastroenterite e outras doenças causadas por bactérias presentes na água já começaram a se espalhar pelas áreas mais atingidas de Muzaffarabad?, afirmou Khawaja Shabir, diretor-geral de saúde da Província paquistanesa. Shabir afirmou que a situação ?só não é pior? porque a água de esgoto e vários corpos ainda permanecem presos nos prédios que desabaram na cidade, apesar disso, ?muitos escombros e corpos caíram no rio Neelum?, que corta a cidade, o suficiente para começar a provocar várias doenças. De acordo com estimativas do governo paquistanês, 2,5 milhões de pessoas ficaram desabrigadas após o terremoto, e mais de 4 milhões de crianças podem ter sido afetadas pelo desastre. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um comunicado ontem pedindo para que mais esforços para ajuda das vítimas no país sejam feitos. Os serviços de resgate chegaram a ser interrompidos ontem devido a fortes chuvas registradas no território paquistanês.

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