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Socorro �s v�timas demora a chegar

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| Folha Online Com Agências Internacionais O frio intenso e as fortes chuvas castigam as vítimas do terremoto de 7,6 graus que afetou a Caxemira, região ao norte da Índia e do Paquistão, dividida entre os dois países. A ajuda internacional chega lentamente ao local que sofre também com a fome e a contaminação da água por cadáveres e dejetos. O tremor demoliu vilarejos inteiros na Caxemira, onde as temperaturas durante as madrugadas giram em torno de 6ºC e 7ºC. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) ao menos 2,5 milhões de pessoas estão desabrigadas devido à destruição causada pelo tremor. Ajuda Cerca de 30 países enviaram ajuda aos países afetados pelo terremoto, como tendas, cobertores, remédios, médicos, paramédicos e equipes especializadas em desastres, além de dinheiro para auxiliar na reconstrução das áreas afetadas, que se concentram principalmente no Paquistão, mas a maior parte desse material sequer saiu dos aeroportos, por causa das péssimas condições meteorológicas que impedem o transporte aéreo e terrestre. Até o momento, o número oficial de mortos ultrapassa os 24 mil, mas autoridades afirmam que, à medida que as equipes de resgate conseguirem atingir locais mais remotos, esse número pode chegar a 40 mil. O número de feridos - que ultrapassa os 51 mil - provocou um colapso nos poucos hospitais que continuaram seus trabalhos na região, e equipes de resgate têm que dar preferência às pessoas em estado mais grave para serem levadas a centros médicos e abrigos. Em Muzaffarabad - capital provincial da Caxemira paquistanesa, e onde se concentrou o epicentro do terremoto - sobreviventes estavam desesperados, atacando caminhões que conseguiram chegar anteontem e ontem ao local levando comida e água. Mas as estradas que levam a vilarejos mais ao norte, em direção à cordilheira do Himalaia, ainda estão fechadas por causa dos deslizamentos de terra. Em muitas áreas, nenhum grupo de resgate conseguiu chegar ainda. ### Secretária dos EUA visita Paquistão Os sobreviventes em Muzaffarabad, que sofrem a ameaça da ocorrência de epidemias por conta da contaminação das águas do rio Neelum - que corta a cidade - por corpos e dejetos enfrentam também a falta de luz, água e condições para enfrentar o frio. condoleezza rice A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, fez uma visita ontem ao Paquistão e afirmou que o governo norte-americano vai oferecer ajuda ?de longo prazo? ao Paquistão, além dos US$ 50 milhões já prometidos, para que seja possível superar esse desastre de ?proporções épicas?, segundo ela. No entanto, Rice não especificou a quanto poderia chegar a assistência financeira adicional de seu país para o Paquistão, um de seus grandes aliados na luta contra o terrorismo internacional. Os Estados Unidos enviaram do Afeganistão oito helicópteros para ajudar nas operações de resgate no Paquistão e espera-se que nos próximos dias cheguem pelo menos outros quatro aparelhos desse tipo ao país. Além disso, Washington prometeu, nesta semana, uma assistência financeira de US$ 50 milhões. A viagem de Condoleezza Rice ao Paquistão, incluída na última hora em sua atual visita à Ásia, resumiu-se a Islamabad (capital paquistanesa). Rice não visitou as áreas devastadas pelo sismo para não interferir nas operações de resgate.

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