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Mulheres sofrem sem absorventes

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| FOLHA ONLINE Sindicalistas do Zimbábue estão fazendo campanha para que fundos internacionais sejam disponibilizados para que as mulheres possam comprar absorventes higiênicos a preços acessíveis. A grave crise econômica que abala a nação africana tem provocado a falta do produto de necessidade básica. A questão, porém, é considerada um tabu no Zimbábue ? o tema foi tratado como piada pelos deputados no Parlamento quando tentaram debatê-lo. Após fracassar nas tentativas de financiamento público doméstico, as mulheres sindicalistas estão procurando ajuda internacional. Antes da crise econômica, uma grande multinacional fabricava absorventes no Zimbábue. A fábrica agora foi fechada. Não há mais produção local de absorventes e a pobreza é tanta que não há moeda forte para importar de outros países. Absorventes sul-africanos são negociados no mercado negro, mas o preço da quantidade necessária para durar um mês pode chegar a custar metade do salário de uma trabalhadora. Tabita Khumalo, do Congresso dos Sindicatos do Zimbábue, disse que os deputados deram risada no Parlamento quando a questão foi introduzida num debate. ?Um ministro chegou a sugerir que fizéssemos como no passado e usássemos peles de animais?, disse ela. Khumalo contou que as mulheres do Zimbábue estão tendo de utilizar farrapos e jornais velhos durante o período menstrual, o que, além de desconfortável, traz riscos de infecções. Com a ajuda de sindicatos da Grã-Bretanha e da África do Sul, as sindicalistas estão fazendo um apelo por recursos para que grandes quantidades possam ser compradas na África do Sul e vendidas a preços razoáveis no Zimbábue.

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