Internacional
Israel suspende di�logo com Palestina
| Folhapress Com Agências Internacionais O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, descartou qualquer possibilidade de prosseguir as negociações de paz com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, até que ele ?tome uma atitude séria? contra os grupos extremistas palestinos armados. A decisão acontece um dia depois do atentado terrorista, realizado por um suicida, que matou cinco civis israelenses na cidade de Hadera. No início deste mês, israelenses e palestinos tinham remarcado um encontro que deveria ter ocorrido ainda em outubro, para o início de novembro próximo. A reunião - agora cancelada por tempo indefinido - seria a primeira entre os dois líderes desde a retirada de todas as colônias judaicas de Gaza e de outras quatro da Cisjordânia, operação finalizada em 12 de setembro passado. O Exército israelense iniciou ontem uma megaofensiva em territórios palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, onde, na cidade de Jenin, um líder local do grupo extremista palestino Jihad Islâmico - que reivindicou o ataque - foi preso ontem. Sharon aprovou a ofensiva ontem, a qual deverá ser levada adiante até que o ?terrorismo pare?. Aviões israelenses bombardearam vários locais de Gaza, e ontem à noite sete pessoas morreram, entre elas o objetivo do ataque, o líder do grupo terrorista Jihad Islâmico Shadi Mohanna. Outros 15 palestinos ficaram feridos - quatro em estado grave. O atentado realizado anteontem em Hadera - o primeiro desde que Israel completou a retirada - comprometeu seriamente o acordo de paz realizado entre Sharon e Abbas, realizado durante a cúpula de Sharm el Sheikh, em fevereiro passado, e ao qual todos os grupos extremistas palestinos tinham aderido. ?Infelizmente, a ANP não realizou nenhuma ação séria para combater o terrorismo?, afirmou Sharon, no início de uma reunião com o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov. ?Não vamos aceitar, sob qualquer circunstância, a continuação do terrorismo. Nossas ações serão amplas e não vão parar até que as ações terroristas sejam interrompidas?, afirmou Sharon. Abbas condenou o atentado e prometeu ?tentar salvar? o acordo de paz feito entre ele e Sharon. ?Isso prejudica os interesses dos palestinos e leva à expansão do ciclo de violência?, afirmou. Por meio de uma ligação anônima, uma pessoa que se identificou como sendo membro do Jihad Islâmico afirmou que o atentado era uma ?vingança? contra o assassinato de Luai Saadi, comandante do grupo, morto num tiroteio com soldados israelenses.