Internacional
ONU adota resolu��o contra a S�ria
| FOLHA ONLINE Com Agências Internacionais O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou ontem por unanimidade uma resolução que exige que a Síria colabore com as investigações da organização sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik al Hariri. A medida foi adotada por unanimidade em reunião ministerial, da qual participaram a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e uma dezena de ministros das Relações Exteriores dos 15 países que integram o Conselho de Segurança. O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, também esteve presente. Os membros do Conselho trabalharam durante todo o fim de semana para tentar chegar a um consenso sobre a resolução, após a oposição inicial de países como a Rússia - tradicional aliado da Síria - a China e a Argélia. No último momento, EUA, França e Reino Unido - que patrocinam a resolução - fizeram algumas concessões e modificaram os parágrafos que fazem referência à ameaça de imposição de sanções econômicas à Síria, caso o país não cumpra com o estipulado no documento. No entanto, fica aberta a possibilidade de impor ?medidas adicionais? caso as autoridades sírias não colaborem com a investigação da ONU. O projeto de resolução exige que governo sírio coopere ?plena e incondicionalmente? com a investigação sobre o assassinato de Al Hariri, em 14 de fevereiro, em um atentado no qual morreram outras 20 pessoas. A resolução exige ainda que o país detenha qualquer pessoa que a ONU considere suspeita, e permita que a comissão investigadora possa fazer interrogatórios nas circunstâncias e lugares que considerar necessários. O último relatório da comissão investigadora da ONU - liderada pelo promotor alemão Detlev Mehlis - revelou que vários altos funcionários sírios e libaneses estariam implicados no crime. Entre os nomes citados no documento, estão familiares do presidente sírio, Bachar al Assad - como seu cunhado e chefe da inteligência síria, Asaf Shawkat, e seu irmão, Maher Al Assad. As investigações continuarão até o 15 de dezembro, depois que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, autorizou a ampliação do mandato da equipe de investigadores. No texto adotado, também se insiste em que a Síria deixe de interferir nos assuntos internos do Líbano e que se abstenha de implementar qualquer ação que possa desestabilizar o país vizinho.