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L�der conservador rejeita cargo e piora crise na Alemanha

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| Márcio Senne de Moraes Folhapress A crise que envolve a provável futura coalizão governamental alemã, que deverá ser composta por conservadores da CDU e da CSU e por social-democratas do SPD, se agravou ontem, quando o governador da abastada Baviera (sul), Edmund Stoiber, anunciou que não participaria do novo governo. Este deverá ser liderado por Angela Merkel, líder da CDU. A decisão de Stoiber, que, em 2002, perdeu a disputa para tornar-se chanceler (premiê) para o social-democrata Gerhard Schröder, foi anunciada um dia após o presidente do SPD, Franz Müntefering, afirmar que não tentaria reeleger-se líder do partido porque seu candidato para o posto de secretário-geral fora rejeitado pela base social-democrata. Müntefering também deixara em dúvida sua participação na grande coalizão. Ontem, todavia, ele dissipou a incerteza ao afirmar, segundo seus assessores, que pretendia assumir o posto de Ministro do Trabalho e o de vice-chanceler no governo Merkel. De acordo com David Klingenberger, professor da Universidade de Colônia, a crise atual reflete a incerteza provocada pelo resultado do pleito legislativo ocorrido em setembro. ?Como não houve claro vencedor, a porta está aberta para a próxima grande disputa eleitoral federal?, disse. A crise é tão grave que Merkel teve de dizer que sua determinação estava ?intacta?.

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