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Alca divide pa�ses em Mar del Plata

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| Maeli Prado Folhapress Buenos Aires - A referência à Área de Livre Comércio das Américas (Alca) na 4ª Cúpula das Américas é um dos principais impasses na redação da declaração que será assinada pelos chefes de Estado no próximo sábado. Cúpula das Américas, que reúne 33 presidentes do continente nos dias 4 e 5 de novembro na Argentina A Alca foi lançada na primeira Cúpula das Américas, em 1994, mas as negociações estão travadas desde o início de 2004, já que alguns países, entre eles o Brasil, não admite, entre outros pontos, a posição norte-americana de querer regras mais rígidas para propriedade intelectual no continente. Dessa forma, os EUA, junto com outros países, como Canadá e México, querem impulsionar o bloco comercial durante o encontro, fixando para isso uma data, em 2006. Outro grupo de países, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, não querem essa menção, apesar de concordarem que seja mencionada a retomada das negociações. Segundo uma fonte da diplomacia brasileira, a Venezuela se opõe a uma menção da Alca no texto final. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, defende a Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) como uma alternativa de integração e participará dos protestos que ocorrerão em Mar del Plata contra a presença do presidente norte-americano, George Bush. Segundo a imprensa local, as delegações que discutem o texto final na cidade litorânea de Mar del Plata criaram um grupo apenas para resolver o impasse da menção da Alca na declaração. Celeuma Outra celeuma é que a delegação norte-americana também quer uma menção na declaração sobre a necessidade de regras mais rígidas de propriedade intelectual no continente. Como há posições divergentes sobre o tema, o texto final não deverá trazer grandes avanços nem para os países que defendem regras mais rígidas, como os EUA, nem para os que são contrários a essa postura, como os membros do Mercosul. O tema central dessa cúpula, que pelo cronograma inicial deveria celebrar a assinatura do acordo comercial, vai ser a geração de empregos em países em desenvolvimento como forma de assegurar a democracia. Também não há consenso, entre os negociadores, sobre como esse objetivo poderia ser implementado. Serão discutidos também temas como alfabetização e cobertura de saúde dos países do continente para doenças como a AIDS. A declaração final da cúpula pode estabelecer metas mais ambiciosas inclusive do que as chamadas Metas do Milênio previstas pela Organização das Nações Unidas para geração de emprego no continente. Segundo publicou hoje o jornal argentino Clarin, o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, deve tentar conseguir o apoio de Bush para as negociações do país para assinar um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional.

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