Internacional
Manifestantes atiram contra pol�cia
| Folhapress Com Agências Internacionais Policiais tiveram que enfrentar na quarta a sétima noite marcada pela violência registrada na periferia de Paris. De acordo com um comunicado da administração local, divulgado na manhã de ontem, manifestantes atiraram contra agentes de segurança que estavam na região de Seine-Saint-Denis, na periferia norte da cidade. Ninguém ficou ferido, mas a polícia diz temer que as manifestações ganhem ainda mais intensidade. Apesar disso, os incêndios causados pelos manifestantes deixaram quatro policiais e dois bombeiros feridos. Mais de 300 veículos foram queimados em diferentes áreas do subúrbio parisiense na noite de anteontem, a metade deles em Seine-Saint-Denis. Houve registros de incêndios também em Hauts-de-Seine (oeste), onde dois molotov foram lançados contra uma delegacia. Duas escolas primárias também foram danificadas pela multidão. No subúrbio nordeste de Aulnay-sous-Bois, gangues de jovens queimaram uma garagem da marca Reunalt, dezenas de outros veículos, um supermercado e um ginásio local. Jovens fizeram violentos protestos em nove subúrbios ao norte e ao leste de Paris, que abrigam imigrantes, principalmente vindos da África. ?É uma situação dramática. Isso é muito sério e achamos que a noite de hoje (ontem) pode ser ainda pior??, afirmou Francis Masanet, secretário-geral do sindicato da polícia francesa. Ao menos 29 pessoas foram detidas na noite de anteontem e 23 ainda permanecem sob custódia policial. Ao todo, quase 100 pessoas foram presas, desde que a onda de violência começou, em 27 de outubro passado. O cenário de violência mostra a diferença existente entre o nível de vida dos franceses que moram nas grandes cidades, e aqueles que estão nos subúrbios, que abrigam vários imigrantes. Vários filhos dessas pessoas que deixaram seus países para morar na França - que nasceram já em território francês - enfrentam o preconceito, marcado pelo desemprego, crime, pobreza e a falta de oportunidades. A situação causou uma crise no governo francês.