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Ex-assessor de vice-presidente dep�e

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| Globo Online Com Agências Internacionais Washington - Lewis Libby, ex-chefe-de-gabinete do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, alegou inocência, ontem, na primeira audiência de que participa desde que foi indiciado, na última sexta-feira, no caso do vazamento da identidade da agente da CIA (agência secreta americana) Valerie Plame. A audiência foi dirigida pelo juiz Reggie Walton. Na semana passada, um grande júri federal apresentou as primeiras acusações decorrentes da investigação do vazamento. Libby foi indiciado em cinco acusações, de falso testemunho ou perjúrio (dois casos), falsas declarações (dois casos) e obstrução da Justiça (um caso). Após o indiciamento, Libby, conhecido como ?Scooter? e um dos arquitetos da invasão do Iraque, renunciou ao cargo. Se for condenado nos cinco casos, Libby pode ser condenado a até 30 anos de prisão. Cheney, que disse acreditar na inocência de Libby, pode ser convocado a depor como testemunha no caso do vazamento. REPRESÁLIA A identificação pública de um agente da CIA é penalizada pela Justiça e segundo as denúncias, sua revelação foi uma represália contra o marido de Valerie, o diplomata Joseph Wilson, que acusou o governo do presidente George W. Bush de manipular informação para justificar a invasão do Iraque. De acordo com advogados envolvidos no caso, Libby ouviu pela primeira vez o nome de Plame em uma conversa com Cheney, semanas antes de antes de a identidade dela ser revelada. Segundo fontes, anotações da conversa, ocorrida em junho de 2003, podem colocar pôr terra a versão de Libby de que ele soube da identidade de Plame por meio de jornalistas. Segundo o jornal New York Times, advogados envolvidos no caso disseram que as anotações mostrariam que Cheney soube que Plame trabalhava para a CIA mais de um mês antes da identidade dela vazar para a imprensa. A identidade da agente secreta tornou-se pública depois que seu marido, o diplomata Joseph Wilson, acusou o governo Bush de distorcer relatórios de inteligência sobre o Iraque. No entanto, segundo o jornal, as anotações não sugerem que Cheney ou Libby soubessem na época que a identidade dela era secreta. A revelação da identidade de um agente pode ser crime nos Estados Unidos mas só se a pessoa que a revelar souber que ela deveria ser mantida em segredo. Não seria ilegal se Cheney ou Libby discutissem sobre uma agente da CIA ou sobre a ligação dela com um crítico do governo. Mas qualquer esforço de Libby para impedir que investigadores soubessem de sua conversa com Cheney poderia ser considerado pelo promotor especial Patrick Fitzgerald obstrução ilegal a seu trabalho.

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