Internacional
Iraque nega persegui��o a sunitas
| Folha Online Com agências internacionais O vice-ministro do Interior iraquiano, Hussein Ali Kamal, afirmou que os 173 presos encontrados por soldados dos EUA em um prédio do Ministério em Bagdá - que supostamente sofreram abusos - são de diversas facções iraquianas. A acusação derruba a teoria defendida por líderes sunitas de que as prisões e supostas torturas seriam uma ?perseguição? das forças de segurança xiitas aos sunitas, a um mês das eleições marcadas para dezembro. No entanto, segundo Kamal, o grupo também inclui xiitas e curdos. Em Bagdá, o governo liderado por xiitas tentou conter a indignação sunita diante da revelação do primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al Jaafari, de que os 173 presos - alguns exibindo sinais de maus-tratos - foram encontrados no último domingo no prédio do governo no distrito de Jadriyah, em Bagdá. A declaração feita pelo primeiro-ministro na última terça-feira foi seguida de uma promessa de investigação sobre os detidos. Segundo membros do Exército iraquiano que visitaram os detidos, duas pessoas estão sem condições de andar, e vários presos chegaram a ter a pele arrancada de várias partes do corpo devido à tortura que teriam sofrido. O presidente iraquiano, Jalal Talabani - que retornava de uma viagem à Europa - afirmou que não há ?lugar para a tortura e a perseguição no novo Iraque? e que todos os envolvidos serão ?severamente punidos.? O porta-voz do governo, Laith Kubba, defendeu o Ministério, dizendo que todos os presos haviam sido detidos legalmente e muitos já haviam sido julgados. No entanto, segundo Kubba, eles eram mantidos no local devido à falta de espaço nas prisões. ?O Ministério do Interior está fazendo seu trabalho em um momento difícil e, às vezes, erros acontecem.? A afirmação não diminui a indignação de líderes sunitas, que exigem uma investigação internacional a respeito. Alguns deles afirmam que as forças xiitas tentam intimidar os sunitas a votarem nas eleições parlamentares marcadas para 15 de dezembro. A descoberta dos prisioneiros iraquianos aconteceu na noite deste domingo durante uma operação do Exército norte-americano, que procurava por um adolescente desaparecido. A revelação mergulhou o governo iraquiano em uma nova crise. Entidades nacionais e internacionais já acusam autoridades do Iraque e o Exército de torturar sunitas, facção religiosa minoritária no Iraque (representa cerca de 20% da população). ### EUA reconhecem uso de arma incendiária GLOBO ONLINE Com agência internacionais Washington - O Pentágono reconheceu ontem ter usado munição de fósforo branco, que é incendiária, numa ofensiva contra a insurgência iraquiana da cidade de Falluja, em 2004, mas disse que o uso é legal. O tenente-coronel do Exército dos Estados Unidos Barry Venable, um dos porta-vozes do Pentágono, disse que os militares norte-americanos não usaram armas altamente inflamáveis contra civis, ao contrário do que diz um documentário apresentado na TV estatal italiana RAI neste mês. Segundo o documentário, homens, mulheres e crianças de Falluja foram queimadas até os ossos pelo uso dessas armas. ?Categoricamente negamos essa afirmação?, disse Venable. O tenente-coronel do Exército dos Estados Unidos Barry Venable disse que o fósforo branco não é proibido por nenhuma convenção. Mas um protocolo da Convenção sobre Armas Convencionais, de 1980, proíbe o uso de armas incendiárias contra civis ou alvos militares localizados no meio de concentrações de civis. Os Estados Unidos não são signatários do protocolo.