Internacional
Israel retoma assassinatos de militantes
| Folha Online Com agências internacionais O ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, anunciou ontem o reinício dos assassinatos de membros do grupo extremista palestino Jihad Islâmico na Cisjordânia, após um atentado suicida que causou a morte de cinco israelenses em Netanya, anunciou a rádio militar. As operações foram suspensas na Cisjordânia nos últimos meses, mas tiveram continuidade na Faixa de Gaza, informou a rádio. A explosão do homem-bomba ocorreu às 11h30 (7h30 de Brasília) na entrada do shopping de Hasharon, em Netanya - que fica a 15 quilômetros da Cisjordânia. Segundo o vice-chefe de polícia da área, Avi Sasson, o suicida tentou entrar no shopping, mas foi denunciado por pessoas que passavam no lugar e desconfiaram do palestino. Dois policiais sacaram suas armas contra o terrorista e mandaram-no tirar as mãos do bolso. Nesse momento, ele se explodiu. Segundo o ?Haaretz?, uma testemunha afirmou que o homem andava ?como um robô? em direção ao shopping e que uma mulher, vendo-o, começou a gritar para os seguranças na porta do shopping: ?Suicida! suicida!?. Os seguranças pararam o homem e o encostaram perto de um muro. Logo após, os policiais chegaram. Um dos guardas do shopping morreu e os policiais ficaram feridos. O comissário de polícia de Israel, Moshe Karadi, afirmou que o fato de o terrorista ter sido identificado antes de entrar no shopping ?preveniu um desastre ainda maior?. O vice-ministro israelense de Segurança Pública, Yaakov Edri, afirmou à rádio israelense que não houve, recentemente, nenhuma ameaça de atentado contra Israel. A informação foi confirmada depois por Karadi, que disse não haver qualquer aviso de bomba na cidade de Netanya antes do atentado. David Baker, funcionário do gabinete do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou que o ataque é resultado da rejeição da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em ?desmembrar as organizações terroristas nos territórios palestinos?. A ANP criticou duramente o ataque suicida em Israel que matou cinco pessoas [além do autor da ação] e feriu 50 [quatro gravemente]. Em comunicado, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, condenou o ataque e prometeu punir os responsáveis. O principal negociador palestino, Saeb Erekat, afirmou que a ação é contrária à causa palestina. Esse foi o segundo atentado ocorrido em Israel após a retirada completa das colônias judaicas de Gaza, e de outros quatro assentamentos israelenses da Cisjordânia. O primeiro também matou cinco pessoas.