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Ataque mata ao menos 30 em �nibus

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| Folha Online Com agências internacionais Bagdá - Um suicida detonou ontem um cinturão cheio de explosivos que levava preso ao corpo dentro de um ônibus em Bagdá, que tinha como destino a cidade xiita de Nassiriah, ao sul do Iraque. Ao menos 30 pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas. A violência tem aumentado gradualmente com a aproximação das eleições, previstas para o próximo dia 15. Os iraquianos devem ir às urnas na próxima semana para definir o primeiro governo permanente do Iraque após a queda do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein (1979-2003). Esse foi o segundo ataque de porte no país em três dias e ocorre um dia depois de um novo discurso do presidente norte-americano, George W. Bush, salientando a reconstrução das cidades iraquianas de Najaf e Mossul. A polícia informou que o ônibus lotado estava prestes a deixar a estação Nahda no centro de Bagdá, quando o suicida entrou no veículo e detonou uma grande quantidade de explosivos. Bombeiros retiraram corpos carbonizados do local. As chamas e o calor provocaram a explosão de vários botijões de gás alojados em uma lanchonete muito próxima. Policiais afirmaram que o terrorista esperou para subir no ônibus no momento em que o veículo deixava a estação, evitando assim passar por revistas. Em agosto passado, a mesma estação de ônibus foi atacada por terroristas. Três carros-bomba explodiram no local e mataram 43 pessoas. Morte de refém Um comunicado atribuído ao grupo insurgente Exército Islâmico no Iraque e divulgado ontem informa que o grupo assassinou um consultor de segurança norte-americano. A autenticidade do texto ainda não foi verificada. Nesta terça-feira, homens que se identificaram como membros do Exército Islâmico disseram ter capturado um norte-americano, identificado pelo nome de Ronald Schultz, divulgaram um vídeo dizendo que o refém seria assassinado em 48 horas caso o governo dos Estados Unidos não libertasse todos os iraquianos mantidos presos no país. No texto publicado em um site islâmico na Internet, ontem, os rebeldes dizem que o refém foi assassinado porque os EUA não atenderam as suas demandas. ?O criminoso de guerra [George W.] Bush continua com sua arrogância, e ninguém tem valor, a menos que sirva para seus interesses criminosos, por essa razão, o porco americano [referindo-se ao refém morto] que trabalhava como consultor de segurança do Ministério do Interior [iraquiano] foi morto?, diz o comunicado. Não há fotos ou vídeos do suposto assassinato.

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