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Nº 5716
Internacional

Sharon descarta acordo de paz com Arafat

Tel Aviv – O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse, ontem, que não é possível alcançar a paz no Oriente Médio com “um poder corrupto e ditador”, em alusão ao governo de Iasser Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Sharon a

Por | Edição do dia 15/05/2002 - Matéria atualizada em 15/05/2002 às 00h00

Tel Aviv – O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse, ontem, que não é possível alcançar a paz no Oriente Médio com “um poder corrupto e ditador”, em alusão ao governo de Iasser Arafat, presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Sharon afirmou, ainda, que é preciso acabar com o terrorismo e fazer uma reforma na ANP. Em um discurso para a Câmara Legislativa israelense, Sharon expôs que “Israel está interessado em reiniciar as conversações de paz (com os palestinos), mas sob certas condições: a primeira seria o fim absoluto da violência e a incitação da mesma, em segundo lugar, uma reforma estrutural na ANP”. Sharon salientou que deve haver uma reestruturação no governo palestino, em seus organismos de segurança, nos campos legislativo e social. “Quando forem dadas essas condições seremos capazes de entrar em um longo período para alcançar a paz e poder comprovar que os palestinos reconstroem sua sociedade”, afirmou o premier israelense. Além disso, Sharon declarou que um dos principais pontos nas eventuais negociações com os palestinos – embora nunca tenha falado de um Estado palestino – será delimitar as fronteiras para se chegar à solução final ao conflito. Desse modo, o chefe do governo de Israel disse que a operação militar “Muro Protetor”, para “desmantelar as infra-estruturas terroristas, continua e continuará”. Segundo Sharon, durante a ofensiva militar na Cisjordânia foram detidos cerca de 2.000 ativistas palestinos.

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