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Nº 5735
Internacional

Explos�o de carro-bomba mata deputado anti-S�ria em Beirute

| FOLHA ONLINE Com agências internacionais A explosão de um carro-bomba em Beirute (Líbano) matou ontem Gibran Tueni, deputado e jornalista libanês muito conhecido por suas idéias anti-Síria. Outras três pessoas também morreram. Cerca de 14 explosões o

Por | Edição do dia 13/12/2005 - Matéria atualizada em 13/12/2005 às 00h00

| FOLHA ONLINE Com agências internacionais A explosão de um carro-bomba em Beirute (Líbano) matou ontem Gibran Tueni, deputado e jornalista libanês muito conhecido por suas idéias anti-Síria. Outras três pessoas também morreram. Cerca de 14 explosões ocorreram em Beirute desde a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro último. O jornalista foi assassinado quando um carro-bomba explodiu no momento em que seu comboio passava por uma rua na periferia sudeste de Beirute, de acordo com a polícia. As outras três vítimas seria supostamente guarda-costas do deputado. Tueni fazia parte do Partido Cristão libanês e dirigia o jornal An Nahar, além de ser um dos líderes de um movimento de protesto contra a intervenção da Síria no Líbano, surgido após o assassinato do ex-premier libanês Rafik al Hariri, em 14 de fevereiro passado. O carro-bomba estava estacionado a menos de um quilômetro do hotel Monteverde, quartel-general da Comissão Internacional que investiga o assassinato de Al Hariri. O tio de Tueni, o ministro libanês das Telecomunicações Marwan Hamadeh, e o líder da oposição libanesa Walid Jumblatt, da comunidade drusa no Líbano, disseram que autoridades sírias são responsáveis pelo atentado. Tueni tinha denunciado, em várias ocasiões, que a Síria estava envolvida no assassinato de Al Hariri e tinha acusado o presidente do Líbano, Émile Lahoud, de participar diretamente do atentado contra o ex-premier. Em seu segundo relatório preliminar à ONU, o diretor da Comissão internacional que investiga o assassinato de Al Hariri, o promotor alemão Detlev Mehlis, apontou a hipóteses de que os serviços secretos sírios e parte da Inteligência libanesa estejam envolvidos na morte de Al Hariri. Mehlis deve entregar seu relatório definitivo nos próximos dias ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan. ### Grupo reivindica autoria de ataque A organização “Guerreiros pela Unidade e Liberdade em Al Sham” - palavra que designa o território histórico que engloba Líbano, Síria, os territórios palestinos e a Jordânia - reivindicou a autoria do atentado com carro-bomba em Beirute que matou ontem Gibran Tueni, 48, deputado e jornalista libanês muito conhecido por suas idéias anti-Síria. O grupo - antes desconhecido no Líbano - fez a reivindicação por meio de um comunicado divulgado via fax aos meios de comunicação libaneses. No entanto, muitos atribuíram a responsabilidade do ataque à Síria, que nega a acusação. “Nós quebramos a caneta de Gibran Tueni e calamos sua boca para sempre, transformando o dia em noite”, afirmou o grupo no comunicado, cuja autenticidade não pode ser confirmada. Outras três pessoas também morreram na explosão. Cerca de 14 explosões ocorreram em Beirute desde a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafik al Hariri, em fevereiro último. inquérito O premier libanês, Fuad Saniora, afirmou que pedirá à Organização das Nações Unidas (ONU) a abertura de um novo inquérito a respeito da morte de Tueni e a criação de um tribunal internacional para o julgamento dos suspeitos da morte do ex-premier.

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