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Candidato quer aumentar valor de g�s

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| Fabiano Maisonnave Folhapress Santa Cruz de La Sierra, Bolívia - Em seu último compromisso de campanha, o candidato a presidente da Bolívia Jorge ?Tuto? Quiroga, 45, segundo colocado nas pesquisas, defendeu o aumento do preço do gás natural exportado para o Brasil e disse que não será ?solidário com os vizinhos?, em alusão aos contratos de venda atuais. A eleição no país será neste domingo. ?Queremos desenvolver o gás. Os preços [dentro da Bolívia] estão altos, e os adversários querem vender aos vizinhos a preço camarada?, disse Quiroga, principal candidato da direita, em showmício num parque de Santa Cruz, para milhares de simpatizantes. ?Não haverá solidariedade para nossos vizinhos, para que vendam para outros a um preço mais alto. Porque hoje em dia, no mundo, nosso gás natural vale quatro, cinco vezes o que nos estão pagando. Um governo capaz vai negociar melhor preço fora e mais benefícios dentro.? Preços defasados O Brasil é, de longe, o principal comprador do gás boliviano, adquirindo cerca de 25 milhões de metros cúbicos por dia. Só a Argentina também importa esse produto - mas cerca de 4 milhões de metros cúbicos por dia. Segundo Ramiro Cavero, responsável pela área de gás da campanha de Quiroga, os preços atuais estão defasados. ?Se vendêssemos em ultramar, poderíamos estar recebendo, na boca do poço, de US$ 10 a US$ 12 (por milhão de BTU, sendo que cada BTU equivale a 26,8 metros cúbicos de gás), mas hoje recebemos ao redor de US$ 2?, explicou. ?Será necessário sentar e negociar com os compradores?, disse. A exploração do gás é um dos temas mais sensíveis da campanha eleitoral boliviana neste ano, ao lado do debate sobre maior autonomia aos nove departamentos (Estados). Para importante parte da opinião pública boliviana, o país tem prejuízos por causa de contratos desvantajosos em vigor. A política estatal de gás é parcialmente responsável pelos protestos que levaram à derrubada de dois presidentes desde 2003.

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