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Nº 5730
Internacional

Julgamento de Saddam fica para janeiro

| Folhapress Com agências internacionais O julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, que responde por acusações de crimes contra a humanidade, foi adiado ontem para o dia 24 de janeiro, segundo informações oficiais da corte em Bagdá. A próxi

Por | Edição do dia 23/12/2005 - Matéria atualizada em 23/12/2005 às 00h00

| Folhapress Com agências internacionais O julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, que responde por acusações de crimes contra a humanidade, foi adiado ontem para o dia 24 de janeiro, segundo informações oficiais da corte em Bagdá. A próxima audiência será a oitava desde o início do julgamento, que começou em 19 de outubro e já foi adiado quatro vezes. Ontem, Saddam prosseguiu com sua tática de desviar as atenções para os Estados Unidos no julgamento contra ele e sete de seus colaboradores pelo massacre de 143 pessoas em 1982. Pelo segundo dia consecutivo, o ex-ditador ofuscou o depoimento das testemunhas com um ataque à Casa Branca, que ele acusou de mentir por negar que suas tropas torturam-no enquanto esteve sob custódia dos americanos. “Na Casa Branca todos são mentirosos”, disse Saddam, ao se referir ao governo dos EUA, que negou a possibilidade do ex-presidente ter sido vítima de tortura por parte dos guardas norte-americanos. Na quarta-feira, Saddam (1979-2003) acusou os EUA de “tortura e espancamento”, enquanto esteve detido sob custódia norte-americana. “Fui torturado e agredido pelos americanos, em várias partes de meu corpo. As marcas ainda estão aqui”, afirmou . O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, afirmou ontem que as denúncias eram “uma das coisas mais ridículas que ouviu vindas de Saddam nos últimos tempos”. Acusações O ex-ditador e seus sete colaboradores são acusados, entre outros crimes, pelo massacre de 143 xiitas na cidade de Dujail, no ano de 1982. Segundo os promotores, Saddam teria ordenado as execuções após uma suposta tentativa de assassinato contra ele. A pena máxima prevista é o enforcamento. O massacre de Dujail não é o único crime atribuído ao regime do ex-ditador, mas é o primeiro caso que se conseguiu levar ao tribunal iraquiano, segundo autoridades iraquianas. Morte de britânico O assassinato de um civil iraquiano, supostamente morto por militares da Grã-Bretanha, será investigado por juízes independentes. A decisão foi tomada por uma corte de apelações de Londres, que criticou o modo como o Exército investigou o caso. Baha Moussa, de 26 anos, foi morto no Iraque quando estava sob custódia britânica, em setembro de 2003. O recepcionista de hotel, Moussa, cuja morte originou a investigação, teria sido levado em seu segundo dia de prisão para um banheiro, segundo uma das vítimas, Sattar Shukri Abdulla. “Moussa gritava. A última coisa que ouvi ele dizer foi ‘me mata’”, afirmou.

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