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EUA acusados de manter espionagem

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| FOLHA ONLINE Com agências internacionais Os Estados Unidos mantêm, desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o maior programa secreto de espionagem e prisões de estrangeiros desde o fim da guerra fria, informou ontem o jornal norte-americano The Washington Post. Isso inclui permissões da CIA [agência de inteligência americana] de prender suspeitos terroristas vinculados à rede Al-Qaeda em qualquer país do mundo, e usar técnicas de tortura condenadas como violações aos direitos humanos. O programa, batizado pela sigla GST, também permitiria à agência americana estabelecer uma rede de inteligência com serviços secretos de vários países, manter prisões clandestinas fora dos Estados Unidos, e mover prisioneiros para qualquer lugar do globo. Nos últimos dois anos, vários aspectos dessa operação secreta vieram a público, e provocaram vários protestos de civis contra a ação do governo Bush e também em países que colaboram com os EUA. Apesar disso, todos os programas continuam a operar, de acordo com membros do governo ouvidos pelo jornal americano. Tais fontes afirmam que Bush está ?comprometido pessoalmente? em manter o programa GST, e dizem que ele ?acredita? na legalidade do esquema, e que ?vai resistir? a qualquer pressão para mantê-lo. ?No passado, presidentes se afastavam de programas secretos?, afirmou John Radsan, assistente-geral do conselho da CIA de 2002 a 2004. ?Mas esse presidente, que está rompendo os limites entre as ações secretas e a guerra convencional, e parece gostar das descobertas secretas e os detalhes sujos das operações?. VAZAMENTO O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre o vazamento, para a imprensa, do programa de espionagem doméstica autorizado pelo presidente dos EUA, George W. Bush. A revelação de que, desde 2002, a Agência de Segurança Nacional (conhecida pela sigla em inglês NSA) foi autorizada a instalar grampos telefônicos e programas de rastreamento de e-mail para espionar cidadãos americanos suscitou uma intensa polêmica nos EUA em torno do respeito às liberdades individuais na guerra contra o terrorismo. Congressistas democratas e republicanos têm indagado se o programa não viola a Constituição. O programa veio à tona numa reportagem do jornal The New York Times publicada no início de dezembro. Ao reconhecer publicamente a existência do programa, Bush chamou o vazamento de vergonhoso e que presumia que o Departamento de Justiça fosse abrir uma investigação. Não foram dados detalhes sobre quem pediu a abertura da investigação ou como será conduzida.

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