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R�ssia e China insistem em margem de negocia��o com Ir�

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| Folhapress Com agências internacionais A Rússia e a China insistiram, ontem, que não se esgotou a margem de negociação com o Irã, sinalizando uma divergência no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a necessidade de desencadear, de imediato, os procedimentos que podem levar à punição do país islâmico em razão de seu polêmico programa nuclear. Em Moscou, o ministro das Relações Exteriores, Serguey Lavrov, disse que discutir sanções - a alternativa mais dura entre as disponíveis naquele colegiado da ONU - é prematuro e seria ?colocar o carro adiante dos bois?. Exortou o regime islâmico a interromper o enriquecimento de urânio, retomado há oito dias, e afirmou que as sanções não surtiram efeitos quando adotadas contra o Iraque de Saddam Hussein. Em Pequim, o porta-voz da diplomacia chinesa, Kong Quan, disse que seu país continuava a defender uma solução diplomática e apelou para que os países envolvidos ?mantenham a paciência e façam novos esforços?. Apesar de mais conciliatórias, a Rússia e a China concordam com os Estados Unidos e com o Reino Unido, núcleo ?duro? dos países com direito a veto no Conselho de Segurança, para que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se reúna, entre 2 e 3 de fevereiro, para tratar da questão. Só uma resolução do Conselho de Segurança da ONU daria argumentos para que o CS reaja em nome da comunidade internacional.

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