Internacional
Sumi�o de brasileiro completa um ano
| Daniela Loreto Folhapress São Paulo - A irmã do engenheiro brasileiro João José de Vasconcellos Júnior, seqüestrado no Iraque em 19 de janeiro de 2005, afirmou ontem que ?faltou empenho? do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso, já que o presidente nunca se pronunciou publicamente a respeito. Segundo ela, a ?figura pessoal? de Lula fez falta e o presidente demonstrou desprezo pelo caso. De acordo com a irmã do brasileiro, a família esperava uma manifestação ?de caráter humanitário? de Lula. ?Foi o único pedido que fizemos ao presidente. Se, nesses 365 dias, ele tivesse agido com o caráter humanitário que tinha quando era metalúrgico, teria feito um apelo pessoal pela libertação de meu irmão?. A irmã do engenheiro afirma ainda que outra queixa da família é não ter sido recebida no Palácio do Planalto. ?Logo que meu irmão foi seqüestrado, pedimos uma audiência com o presidente Lula e não fomos atendidos?, diz. Para ela, o governo brasileiro ?perdeu uma grande oportunidade? de solucionar o caso ao não dar ouvidos ao pedido do [ex-embaixador] Itamar Franco, de que os esforços se concentrassem na Itália?. Segundo ela, Itamar foi acionado por parentes do engenheiro. Para Isabel, a Itália seria o país mais adequado para prestar auxílio ao Brasil no período do seqüestro. ?O serviço secreto italiano era o único que tinha resgatado reféns, até mesmo, como se soube posteriormente, contrariando normas do Exército americano. Em nosso entendimento e no de Itamar, era o serviço com maior poder de auxílio ao Brasil. Não sei por que o governo brasileiro não deu a menor importância a isso na época?, afirma. A irmã do engenheiro relatou ontem, um dia antes de completar um ano do seqüestro de Vasconcellos, que a família continua sem pistas de seu paradeiro. Segundo ela, passar esse período sem notícias foi um ?calvário? para os familiares. Ela conta que a mulher e o filho do engenheiro desaparecido passam pela mesma dificuldade. Vasconcellos trabalhava no Iraque na construção de uma usina elétrica pela construtora Norberto Odebrecht. Ele desapareceu em 19 de janeiro quando radicais islâmicos atacaram o veículo em que viajava, perto da cidade de Baiji, a 180 quilômetros de Bagdá. Itamaraty Em comunicado divulgado ontem, o Itamaraty informa que ?foi criado grupo para monitorar e avaliar a evolução dos acontecimentos e que o governo brasileiro continua empenhado em obter informações que levem ao esclarecimento do seqüestro e ao desfecho do caso?.