Internacional
Ir� quer redu��o de cota oficial da Opep
| VINICIUS ALBUQUERQUE Folha Online O representante iraniano na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Hossein Kazempur, pediu na última sexta-feira ao cartel que reduza sua cota de produção em um milhão de barris diários a partir de abril, mesmo com os preços se aproximando novamente do patamar de US$ 70. ?A Opep não deve adiar a questão da redução de sua produção, e o Irã pediu ao cartel que decida por um decréscimo de um milhão de barris diários em sua cota a partir de abril?, disse Kazempur à agência de imprensa Mehr, ligada ao governo. Reunião A Opep deve se reunir no dia 31 deste mês, em sua sede, em Viena (Áustria), para decidir sobre sua cota oficial de produção - atualmente em 28 milhões de barris por dia, decidida na reunião realizada em dezembro. ?Se a Opep mantiver sua cota atual de produção, os dois milhões de barris a mais produzidos a cada dia farão aumentar as reservas (...) e a partir do segundo semestre, quando a demanda baixar, as reservas? farão cair os preços, acrescentou. O Irã, no entanto, está no centro da atual alta dos preços da commodity, devido ao impasse criado entre o país, de um lado, e os EUA e países europeus, de outro. Na sexta-feira o preço do barril chegou a rondar os US$ 68, aproximando-se, assim, do patamar de US$ 70 a que chegou no ano passado. Na época, no entanto, o preço subiu devido a um risco de escassez provocada por deficiências de produção, causadas pela passagem do furacão Katrina nos EUA. Desta vez, como o principal fator para a alta são incertezas geopolíticas, os analistas prevêem que os preços devem continuar elevados por mais tempo que o esperado. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu ao Irã - quarto maior exportador mundial de petróleo - que suspenda suas atividades nucleares e retome as negociações com os países ocidentais, em um momento em que os EUA e os países europeus querem levar o Irã ao Conselho de Segurança - que tem o poder de aplicar sanções em caso de ameaça à paz e à segurança internacionais. O Irã disse que se sofrer sanções, o mercado petrolífero pode sofrer uma crise. O vice-presidente norte-americano, Dick Cheney, já reconheceu que é possível que a crise com o Irã faça os preços da commodity subirem. ?Mas creio que as conseqüências seriam claramente menos significativas que as de ver [o presidente iraniano, Mahmoud] Ahmadinejad equipado com uma arma atômica?, disse. ### Israel acusa Irã e Síria por atentado FOLHAPRESS Com agências internacionais Israel acusou, na última sexta-feira, o Irã e a Síria de planejar e financiar o atentado suicida ocorrido ontem em Tel Aviv, no qual saíram feridas 30 pessoas. A acusação partiu do ministro da Defesa, Shaul Mofaz, que afirmou ao Haaretz que tinha ?provas decisivas? de que os dois países islâmicos estavam envolvidos. A um outro jornal, o Yedioth Ahronoth, o ministro afirmou que a visita a Damasco de Mahmoud Ahmadinejad, o presidente iraniano, caracterizava ?um encontro da cúpula terrorista?. Ahmadinejad declarou publicamente seu apoio às facções palestinas envolvidas em terrorismo. O Jihad Islâmico e o Hamas tinham representantes em seu encontro com o ditador Bashar al Assad. Ontem, procurado pela Reuters, Raanan Gissin, assessor do primeiro-ministro Ariel Sharon, hospitalizado e em estado de coma, afirmou ter ?amplas e concretas evidências? de que o atentado de Tel Aviv foi planejado em Damasco e financiado por Teerã.