Internacional
Pai de brasileiro morto pede ajuda
| Folhapress Com Agência Brasil O pai do carioca Felipe Carvalho Barbosa, Robson Barbosa, que mora em Goiás, procurou ontem o governo goiano pedindo que o corpo do filho fosse trazido ao Brasil ou então que lhe dessem uma passagem aérea para os Estados Unidos com o objetivo de assistir ao enterro. O Itamaraty pôs o serviço consular brasileiro nos Estados Unidos à disposição da família de Felipe Carvalho, integrante das Forças Armadas norte-americanas morto no Iraque na última sexta-feira. Segundo nota do Itamaraty, o subsecretário-geral de Cooperação e Comunidades Brasileiras no Exterior, embaixador Ruy Nogueira, telefonou ontem a tarde ao pai de Felipe, Robson de Lima Barbosa, para oferecer o apoio do governo. O embaixador também prometeu fazer contatos com a embaixada americana em Brasília para agilizar a concessão de visto para viagem de familiares aos Estados Unidos. Felipe servia no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e morreu quando o caminhão que o transportava capotou. Ainda não se sabe se a capotagem foi um mero acidente ou se foi causada por um ataque de rebeldes. Foi a primeira morte confirmada de um brasileiro no país desde a invasão pelas forças americanas, em março de 2003. Felipe participava de operações militares na área de Faluja, um dos setores onde ocorreram os maiores combates no país nos últimos meses. Operador de rádio responsável pelas comunicações de grupos de batalha com o comando das tropas, Felipe participava de ações armadas apenas ocasionalmente. CASO JEAN CHARLES A delegação do governo brasileiro, que chegou ontem a Londres para conversar com as diversas partes envolvidas e buscar informações sobre a investigação que levou à morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, ouviu do Ministério Público britânico que a decisão de abrir ou não processos criminais vai acontecer em abril. A missão, chefiada pelo embaixador Manoel Gomes Pereira, diretor do Departamento das Comunidades Brasileiros no Exterior do Itamaraty, encontrou-se ontem com o diretor da Promotoria Pública do Reino Unido, Ken MacDonald. De acordo com o embaixador, o Ministério Público (Crown Prosecution Service) recebeu o processo há 10 dias e está começando a analisar o relatório independente sobre a morte do eletricista brasileiro, em julho de 2005.