app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5712
Internacional

Padre envolvido em caso de pedofilia se suicida nos EUA

Nova Iorque e São Paulo – Um padre de 64 anos que foi retirado do cargo em abril, após o surgimento de acusações de que ele teria abusado sexualmente de jovens, suicidou-se quinta-feira em um instituto psiquiátrico católico, confirmaram ontem fontes da Ig

Por | Edição do dia 18/05/2002 - Matéria atualizada em 18/05/2002 às 00h00

Nova Iorque e São Paulo – Um padre de 64 anos que foi retirado do cargo em abril, após o surgimento de acusações de que ele teria abusado sexualmente de jovens, suicidou-se quinta-feira em um instituto psiquiátrico católico, confirmaram ontem fontes da Igreja, que pediram orações por sua alma, e da polícia. Este foi o segundo suicídio de um religioso desde fevereiro, quando teve início o escândalo de pedofilia que abala a Igreja Católica americana e que já levou à prisão de vários padres. Durante uma entrevista coletiva à imprensa, ontem, o bispo William Lori, da diocese de Bridgeport, Connecticut, declarou-se “profundamente entristecido” com a “morte trágica” do padre Alfred Bietighofer, que trabalhava em uma paróquia deste estado do Nordeste dos Estados Unidos. Bietighofer foi encontrado enforcado em seu quarto no Instituto Saint Luke, um centro psiquiátrico de Maryland. Funcionários do local contaram que ele estava “pendurado na porta do quarto”, informou Diane Richardson, porta-voz do Departamento de Polícia do condado Prince George, em Maryland. Prisão de pediatra Em São Paulo, a prisão temporária do pediatra Eugênio Chipkevitch, acusado de abusar sexualmente de menores em seu consultório, será prorrogada. A medida vence neste sábado. Para que o médico continue na cadeia até o julgamento, a polícia pedirá à Justiça um decreto de prisão preventiva do suspeito. Nesta sexta, o delegado Virgílio Guerreiro Neto concluiu o inquérito e indiciou o pediatra por três crimes: atentado violento ao pudor, falsidade ideológica e tráfico de entorpecentes. O delegado vai pedir a prisão preventiva, porque teme que o médico fuja se for colocado em liberdade. “Entendo que, com a soltura dele, haveria prejuízo para a ação penal. Ele poderia tentar escapar da aplicação da Justiça”, explicou Guerreiro Neto. A prisão preventiva será válida até o dia do julgamento, cuja data não foi definida.

Mais matérias
desta edição