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Ato contra charges mata mais 4 afeg�os

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| Folhapress Com agências internacionais Em novos protestos contra a publicação na Dinamarca de charges sobre o profeta Muhammad, quatro pessoas foram mortas ontem por policiais ou militares da Otan que protegiam a base de Maymana, no norte do Afeganistão. Na segunda-feira, protestos semelhantes em Cabul já haviam provocado outras quatro mortes. O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, disse em Copenhague que os protestos já provocavam uma ?crise global?. Ele voltou a lançar um apelo pela calma, pelo diálogo e pela tolerância mútua. Com os incidentes de ontem, sobem para nove os mortos no Afeganistão, onde, em Maymana, manifestantes tentaram invadir instalações militares. Houve troca de tiros e lançamentos de granadas e bombas de gás lacrimogêneo. Caças F-16 fizeram vôos rasantes em operação de dissuasão. A onda de protestos tem como razão a publicação, em setembro, de charges no jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Os primeiros atos ocorreram em 26 de janeiro na Arábia Saudita, em que manifestantes pediam o boicote a produtos da Dinamarca. Rasmussen reiterou que a liberdade de imprensa em seu país impede que o governo controle conteúdos veiculados pela mídia e que por isso não pode se desculpar publicamente por eles. O presidente George W. Bush telefonou ao premier dinamarquês para exprimir ?apoio e solidariedade?. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, os dois governantes concordaram com o fato de a crise precisar ser superada por meio do diálogo, e não pela violência. Na sexta-feira passada, provavelmente sem contar com o crescimento do movimento, o Departamento de Estado havia se pronunciado em sentido oposto. Solidarizou-se com os muçulmanos que se sentiam ultrajados pelas charges, em iniciativa interpretada como gesto na direção do mundo islâmico, onde a imagem americana está deteriorada. Ontem o governo dinamarquês aconselhou seus cidadãos a deixar a Indonésia, onde bandeiras dinamarquesas foram queimadas em três cidades e a embaixada recebeu ameaças. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em visita a Dubai, exortou ?aqueles que têm autoridade ou influência em diferentes comunidades a iniciar o diálogo que leve a uma aliança de civilizações baseada no respeito mútuo?.

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