Internacional
Filho de Sharon � condenado por fraude e uso de caixa 2
| Folhapress Com agências internacionais Omri Sharon, 41, filho mais velho do primeiro-ministro Ariel Sharon, foi condenado ontem a nove meses de prisão por fraude e uso de caixa 2 na captação de recursos eleitorais. Mas a Justiça permitiu que ele só cumpra a sentença a partir de agosto em razão do estado de saúde de seu pai, internado em estado inconsciente num hospital de Jerusalém desde o derrame que o vitimou em 4 de janeiro. A advogada de defesa, Navit Negev, qualificou a pena de ?excepcionalmente dura? e anunciou que iria recorrer. Ela argumenta que a época dos crimes foi pessoalmente muito difícil para Omri, então inexperiente em política e cuja mãe estava morrendo de câncer. Ele foi o tesoureiro de campanha quando Sharon disputou as primárias para liderar o Likud e encabeçar sua chapa nas legislativas de 2001. A arrecadação de fundos, por meio de empresas fictícias e simpatizantes estrangeiros, ocorreu entre 1999 e 2000. O Ministério Público descobriu que ele arrecadou o equivalente a US$ 1,1 milhão dos doadores e que algumas das empresas não tinham existência comprovada. Ele também ultrapassou amplamente o limite de gastos que a lei israelense impõe para esse tipo de disputa. Agora, com a condenação de Omri, a liderança do Kadima, partido que o premier hospitalizado criou e ainda encabeça as pesquisas sobre as eleições de 28 de março, torna-se vulnerável durante a campanha às acusações de corrupção.