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Nº 5731
Internacional

Hungria � a mais nova v�tima europ�ia do v�rus H5N1

| FOLHAPRESS A Hungria foi confirmada ontem como o sétimo país da União Européia a apresentar contaminação pelo vírus H5N1. A variante do vírus da gripe aviária que já causou 92 mortes humanas foi identificada em três aves no país, segundo a organização.

Por | Edição do dia 22/02/2006 - Matéria atualizada em 22/02/2006 às 00h00

| FOLHAPRESS A Hungria foi confirmada ontem como o sétimo país da União Européia a apresentar contaminação pelo vírus H5N1. A variante do vírus da gripe aviária que já causou 92 mortes humanas foi identificada em três aves no país, segundo a organização. Áustria, Alemanha, Eslovênia, França, Grécia e Itália já tiveram casos confirmados do vírus em aves selvagens. Não foi detectado nenhum caso em criadouros ou em humanos na UE. A Eslováquia anunciou resultados positivos para um vírus H5, que causa gripe aviária, faltando confirmar se se trata do H5N1. Ontem, em Bruxelas, representantes veterinários da UE não chegaram a um acordo sobre as providências a tomar. Os governos têm ordenado aos criadores o confinamento das granjas, para evitar contato com aves migratórias. Mas não há consenso sobre a necessidade de uma vacinação generalizada das aves. França, Itália e Holanda são a favor da vacinação, considerada por nações como o Reino Unido uma ação cara e não garantida, pois não existe vacina específica para o H5N1. “É absolutamente sem precedentes” o ritmo de disseminação do vírus, disse Maria Cheng, porta-voz da Organização Mundial de Saúde. “Nunca vimos tantos surtos do mesmo vírus em tantas regiões diferentes, e nossa preocupação obviamente é a de que humanos poderiam entrar em contato com aves infectadas com o H5N1, o que significa que populações de todo o mundo estão potencialmente em risco.” Os cientistas temem que o H5N1 sofra uma mutação, tornando-se transmissível entre humanos. A Alemanha já confirmou mais de cem casos de contaminação pelo H5N1, concentrados na ilha Rügen, no norte do país. O governo alemão está usando um contingente de 300 militares para realizar sacrifícios nos criadouros. Com aviões de reconhecimento, eles também investigam possíveis focos. Humor negro “Fui a um restaurante asiático e pedi um pato. Era o número H5 do menu e ganhei de sobremesa o N1”, brincou Olivier Chatelain, comerciante, abastecendo-se de aves no mercado de Rungis, em Paris. “É preciso ter senso de humor”, disse ele aos colegas. A demanda por aves na França já vinha diminuindo antes da confirmação, no sábado passado, do primeiro caso de contaminação no país. Bruno Courillon, que vendia hoje seus frangos a 2,20 euros, quando o normal seria 3 euros, disse: “Nos últimos meses, desde que falamos em gripe do frango, vendemos cerca de 15% a 20% menos”. Os comerciantes criticam a mídia e o governo por afugentar os clientes.

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