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Nº 5735
Internacional

Toque de recolher diminui viol�ncia

| FOLHA ONLINE O toque de recolher imposto a Bagdá, associado a um chamado de calma feito por clérigos aos muçulmanos em várias partes do Iraque, gerou certa calmaria na onda de violência de caráter religioso que deixou cerca de 200 mortos em três dias.

Por | Edição do dia 25/02/2006 - Matéria atualizada em 25/02/2006 às 00h00

| FOLHA ONLINE O toque de recolher imposto a Bagdá, associado a um chamado de calma feito por clérigos aos muçulmanos em várias partes do Iraque, gerou certa calmaria na onda de violência de caráter religioso que deixou cerca de 200 mortos em três dias. Os conflitos tiveram início na última quarta-feira (22), quando uma explosão deixou em ruínas um dos mais importantes santuários xiitas no Iraque. Em resposta, muçulmanos xiitas desencadearam uma onda de represália a grupos sunitas, com ataques a várias mesquitas e confrontos entre as duas facções religiosas. Apesar disso, milhares de xiitas simpatizantes do clérigo radical Moqtada al Sadr ignoraram o pedido de boicote a marchas para as rezas semanais nas ruas do distrito de Sadr City, na capital Bagdá, e membros do Exército Mehdi [de Al Sadr] se envolveram em confrontos que deixaram mais vítimas. Nesta última sexta-feira, Al Sadr disse a seus seguidores: “Nós somos irmãos, não inimigos”. Dezenas de ataques xiitas, em represália a minorias sunitas, voltaram a ocorrer na sexta-feira (21), mas nada comparado à sangrenta explosão de revolta ocorrida após o ataque ao santuário xiita. De acordo com a polícia, 20 pessoas foram mortas nas cercanias de Bagdá na madrugada da sexta-feira passada, uma queda significativa se esse número for confrontado com os 180 mortos registrados entre quarta e quinta-feira, numa onda de violência e medo que não se via na região desde a invasão do país pelos Estados Unidos, em 2003. Milhares de membros do Exército iraquiano bloquearam ruas por toda a Bagdá e cercaram regiões vizinhas, observados por militares americanos. Forçados pelas ações dos rebeldes, o Exército iraquiano testa sua capacidade de intervir em situações de extrema violência, próximo a uma guerra civil. Na região de Basra, sul do país, onde nos últimos dias foram registrados vários confrontos entre xiitas e sunitas, nenhum relato de violência foi detectado até o fim da sexta-feira, apesar da ausência do toque de recolher naquele local.

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