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Tentativa de golpe de Estado aciona estado de emerg�ncia

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| Folhapress A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, declarou ontem estado de emergência no país depois que o Exército informou ter frustrado uma tentativa de golpe de Estado com a prisão de vários altos oficiais das Forças Armadas. Em um rápido discurso transmitido em cadeia nacional de TV, a presidente afirmou que a tentativa de golpe tinha sido abortada. ?Pelo poder concedido pela Constituição das Filipinas e em meu cargo de comandante-em-chefe do Estado, ordeno às Forças Armadas que mantenham a ordem pública, previnam e suprimam todas as formas de violência e demais atos de rebelião?, disse a presidente. A decretação do estado de emergência ocorreu após a prisão do general-de-brigada Danilo Lim, chefe da unidade de elite do Exército Scout Rangers, e do coronel Ariel Quevedo. O comandante das Forças Especiais da Polícia Nacional, Narzalino Franco, também foi preso, revelou um comunicado do Exército filipino. O general Lim já tinha estado envolvido em uma tentativa de golpe de Estado em 1989 contra a presidente da época, Corazón Aquino. O militar foi perdoado e promovido para se converter em uma das autoridades militares mais respeitadas no país. A presidente Arroyo anunciou também a detenção de civis. Sem detalhes Em seu pronunciamento, a presidente não ofereceu detalhes sobre o suposto plano golpista na véspera do vigésimo aniversário da queda do ditador Ferdinand Marcos, embora tenha mencionado a existência de um complô entre membros das diferentes forças de oposição. O ministro da Justiça, Raúl González, também não foi explícito. Ele disse aos jornalistas que as provas sobre a trama ?serão apresentadas na hora certa?. Além do decreto, o governo cancelou as comemorações oficiais do fim da ditadura e proibiu as manifestações preparadas pela oposição, que exigia a renúncia da presidente. O estado de emergência é mais um capítulo de uma crise não resolvida, iniciada quando a oposição divulgou gravações em que supostamente se ouvia a presidente dar instruções a um alto funcionário eleitoral para organizar a fraude.

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