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Nº 5730
Internacional

Sunitas acusam EUA por incitar conflito

| ESTADÃO ONLINE Com agências internacionais A Comissão de Ulemás Muçulmanos (CUM), máxima autoridade sunita do Iraque, acusou ontem as tropas dos Estados Unidos de “conspirar” para provocar um conflito sectário entre iraquianos sunitas e xiitas, estes

Por | Edição do dia 02/03/2006 - Matéria atualizada em 02/03/2006 às 00h00

| ESTADÃO ONLINE Com agências internacionais A Comissão de Ulemás Muçulmanos (CUM), máxima autoridade sunita do Iraque, acusou ontem as tropas dos Estados Unidos de “conspirar” para provocar um conflito sectário entre iraquianos sunitas e xiitas, estes últimos maioria no país. Em entrevista coletiva, o porta-voz da CUM, Abdel Salam Al-Qubaisi, também culpou as forças Al-Maghauir, um corpo de elite do ministério do interior, controlado pelos xiitas, de estar por trás da onda de assassinatos e ataques sectários que causaram mais de 350 mortes na semana passada, segundo fontes do governo. Conforme anunciou ontem o governo iraquiano, pelo menos 379 pessoas morreram e 458 ficaram feridas por causa da onda de violência sectária iniciada no país no último dia 22 depois do ataque contra um santuário xiita em Samarra, ao norte de Bagdá. Al-Qubaisi pediu aos seguidores desse ramo do Islã que eles mesmos protejam suas mesquitas depois que dezenas delas foram atacadas nos últimos dias. Além disso, afirmou que os Maghauir atacaram a casa do líder da CUM, xeque Harith al-Dhari, no bairro Al-Mansur, em Bagdá, na semana passada, e feriram várias pessoas, entre elas o irmão de Al-Dhari. Além disso, o porta-voz assegurou que “helicópteros americanos transferiram soldados dos EUA ao bairro de Al-Azamiya (no norte da capital) há uma semana, para que ajudassem a forças do ministério do interior que estavam atacando uma mesquita sunita”. “Esta conspiração não tem como alvo só o Iraque, já que eles (os americanos) também querem transformar o Irã em uma base para lançar uma campanha destinada a controlar os países árabes e islâmicos”. Al-Qubaisi condenou o que qualificou de “silêncio” dos países árabes e islâmicos em relação à “campanha contra os sunitas”, e considerou que “o que acontece no Iraque faz parte de um complô que afetará todos” os estados da região.

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