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Comiss�o italiana aponta a��o sovi�tica contra Jo�o Paulo II

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| Folhapress Com agências internacionais Autoridades da antiga União Soviética estavam por trás do atentado contra o papa João Paulo II em 1981, segundo um informe da comissão criada pelo Parlamento italiano para esclarecer o caso. O relatório final da Comissão Mitrokhin, criada para estudar documentos sobre a atividade dos serviços secretos soviéticos na Itália, será apresentado no fim deste mês, mas o senador Paolo Guzzanti, presidente da comissão, apresentou o documento à imprensa. A comissão se baseou nos arquivos de Vassili Mitrokhin, um ex-agente da KGB, serviço secreto da antiga União Soviética. Para Guzzanti, da Força Itália (partido de direita), o atentado contra o primeiro papa polonês da história, no dia 13 de maio de 1981, em plena praça de São Pedro, foi ?planejado e ordenado pelas autoridades militares soviéticas, aconselhadas pelo secretário-geral do Partido Comunista [Leonid Brejnev] que, através do serviço de inteligência militar soviético, GRU, distribuiu as tarefas??. Entre as pessoas que a comissão consultou, está o juiz francês Jean-Luis Bruguiáre, que declarou, em outubro de 2004, estar convencido de que o atentado cometido pelo turco Ali Agca havia sido organizado pelos serviços de inteligência do Exército soviético. TEORIA Segundo essa teoria, os serviços secretos búlgaros, envolvidos desde o início no caso, foram usados para ?acobertar?? os verdadeiros autores intelectuais. A Stasi, polícia secreta da antiga Alemanha Oriental, ficou responsável pelo serviço de ?desinformação??. Os governos da Rússia e da Bulgária rechaçaram as conclusões do relatório da comissão parlamentar italiana.

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