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Crise entre Israel e Palestina se complica

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| Folhapress Com agências internacionais O Exército israelense invadiu ontem prisão palestina em Jericó, na Cisjordânia, com o objetivo de capturar supostos terroristas, entre eles Ahmed Saadat, líder radical acusado de elaborar o ataque terrorista que matou o ministro israelense de Turismo Rehavam Zeevi, em 2001. Em resposta, palestinos seqüestram nove pessoas, oito delas estrangeiros. Ontem à tarde, a rádio de Israel informou que o Exército conseguiu seu objetivo e anunciou a prisão de Saadat. Israel reivindica o direito de julgar Saadt em seus tribunais e justificou a ação após rumores sobre a possível libertação do acusado pela ANP. Saadat foi preso em 2002 por ordem do líder palestino Iasser Arafat [morto em 2004] após um acordo com Israel. Ao menos uma pessoa morreu durante a invasão israelense [um policial palestino], que foi seguida de tiroteio e duramente criticada pelo governo palestino por não ter sido a atitude comunicada com antecedência à ANP (Autoridade Nacional Palestina). ?A ação israelense foi unilateral, sem aviso prévio e sem a tentativa de buscar uma solução comum??, disse. De acordo com Ministério israelense da Defesa, o ataque foi ordenado pelo premier interino de Israel, Ehud Olmert, e a ação faz parte de uma operação ?antiterrorista??. Em declaração à rádio pública de Israel, Olmert disse que Saadat [líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina] teria de ser mantido sob regras. Além do seqüestro de estrangeiros, supostamente realizado por grupo terrorista palestino, a ação israelense gerou a retirada de grupos humanitários da região e a emissão de um comunicado do governo britânico pedindo a saída de seus cidadãos dos territórios palestinos. ?Aconselhamos a todos os cidadãos britânicos que carecem de proteção profissional adequada e contínua que saiam dos territórios ocupados??, informou em um comunicado o Ministério das Relações Exteriores. ?Se decidirem ficar, apesar deste conselho, devem rever suas condições de segurança e buscar assistência profissional para examinar se (essas condições) são adequadas??, acrescentou. O texto advertiu que se a situação de segurança continuar se deteriorando nos territórios palestinos, o consulado britânico em Jerusalém oferecerá apenas uma assistência consular limitada. Desacordo O ataque israelense de ontem causou mal-estar entre Reino Unido, Estados Unidos e o governo palestino, que acusou Londres e Washington de violar o acordo assinado no ano de 2002 entre a Autoridade Nacional Palestina e o Estado de Israel, cujo conteúdo prevê que soldados britânicos e norte-americanos vigiem a prisão de Jericó. O primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh alertou Israel sobre as possíveis conseqüências que pode ter a operação militar que seu Exército deflagrou na prisão de Jericó, e exigiu que o líder Saadat não sofra nenhum dano.

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