Internacional
Iraque critica negocia��o entre Ir� e EUA
| Folha Online Com agências internacionais O principal bloco de partidos sunitas do Iraque criticou a intenção de Washington e Teerã de reunirem diplomatas para buscar o fim da onda de violência sectária que atinge o país árabe. Segundo o The New York Times, a frente iraquiana Tawafuq, coalizão que reúne grupos sunitas, denunciou, por meio de um comunicado, a negociação como ?uma óbvia e injustificada interferência nos assuntos do Iraque?. O bloco afirmou em Bagdá que a discussão diplomática ?não tem compromisso, de maneira nenhuma, com qualquer resultado?. Dentro do Iraque, as negociações cruciais sobre a formação de um governo de união nacional estão em andamento. Autoridades norte-americanas estão esperançosas de que uma fórmula que reduza a participação dos grupos sunitas no governo possa enfraquecer a insurgência, mas os sunitas têm fortes suspeitas sobre as ligações entre o Irã e políticos xiitas, particularmente Abdul Aziz al Hakim, líder do Conselho Supremo para a Revolução Islâmica no Iraque, afirma o ?New York Times?. Teerã informou ontem estar disposto a negociar com os Estados Unidos a respeito da situação do Iraque, sinalizando importante mudança. Desde a Revolução Islâmica, em 1979, o Irã não se mostra oficialmente disposto a dialogar com os EUA. Os Estados Unidos consideram o Irã como um dos principais promotores da instabilidade no Iraque e ?banco central do terrorismo internacional?. O presidente George W. Bush disse na segunda-feira (13) que tinham sido encontradas provas do envolvimento iraniano no terrorismo do Iraque, e explicou que suas tropas tinham encontrado materiais procedentes do Irã em bombas que posteriormente serviriam para ataques terroristas no país árabe. ?Para resolver as questões do Iraque e ajudar a estabelecer um governo iraquiano livre e independente, nós concordamos [em negociar com os EUA]?, afirmou Ali Larijani, principal negociador para as questões nucleares e secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.