Internacional
Greve geral promete parar a Fran�a hoje
| Folhapress Com agências internacionais Greve geral e intensos protestos contra a lei do primeiro emprego devem causar tensão e clima de violência hoje em todo o território francês. A manifestação também ameaça prejudicar a economia e os transportes. Líderes políticos e sindicais consideram fundamental este 28 de março - o primeiro dia de greve das oito semanas de manifestações no país. A mobilização de hoje coincide com a paralisação do diálogo entre o governo e os líderes e a crescente preocupação com o aumento da tensão em algumas regiões da periferia de Paris, cenário de confrontos sem precedentes em novembro de 2005. Um total de 135 manifestações devem ocorrer na França hoje, afetando os serviço de transportes ferroviário, aéreo e público - metrô e ônibus - de mais de 70 cidades de todo o país. Em Paris, o metrô e os trens devem operar com 50% de sua capacidade, o que deve prejudicar os deslocamentos na cidade de mais de 11 milhões de habitantes. Os sindicatos esperam ainda a mobilização dos funcionários da administração pública - cerca de 5 milhões - para tentar superar a massiva participação nas últimas manifestações, em 18 de março, quando cerca de 1,5 milhão de pessoas foram às ruas. Na sexta-feira passada, 140 pessoas foram detidas e outra 60 ficaram feridas em Paris - incluindo o caso de uma manifestante de 21 anos que sofreu traumatismo craniano e foi hospitalizada, informaram fontes sanitárias. Dezenas de carros foram saqueados ou incendiados nos violentos episódios na capital, que também registrou assaltos. Mais de 60 das 84 universidades francesas e mais de 600 dos 4.330 colégios permaneciam fechados ou afetados por bloqueios e greves nesse fim de semana passado. A coordenação nacional estudantil, reunida na cidade de Aix-en-Provence, pediu a renúncia do governo francês e convocou uma ?greve geral para o dia 4 de abril? se ele não revogar a lei. A lei do primeiro emprego, aprovada pelo Parlamento no mês passado, contém uma cláusula, que permite ao empregador demitir sem justificativa ou indenização, o que desagrada os jovens.