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Nº 5728
Internacional

Mais de um milh�o protesta na Fran�a

| Folhapress Com agências internacionais Mais de 1 milhão de pessoas foi às ruas na França ontem em uma manifestação sem precedentes contra o Contrato de Primeiro Emprego (CPE), segundo a imprensa francesa, que cita fontes da polícia. Essa é a maior m

Por | Edição do dia 29/03/2006 - Matéria atualizada em 29/03/2006 às 00h00

| Folhapress Com agências internacionais Mais de 1 milhão de pessoas foi às ruas na França ontem em uma manifestação sem precedentes contra o Contrato de Primeiro Emprego (CPE), segundo a imprensa francesa, que cita fontes da polícia. Essa é a maior manifestação realizada na França desde o movimento de dezembro de 1995, que obrigou o então premier, Alain Juppé a retirar seu projeto de reforma da previdência. Os manifestantes exigem que o governo revogue a polêmica lei. Uniões sindicais afirmam que 2,6 milhões de pessoas participam dos protestos - um total de 135 estavam previstos para acontecer em toda a França. Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e coquetéis molotov para dispersar os manifestantes. Os protestos forçaram o fechamento da Torre Eiffel para os turistas. Na cidade de Marselha (sul), organizadores estimam que 250 mil pessoas foram às ruas, e em Grenoble (leste), mais de 60 mil. Em Rouen, entre 18 mil e 40 mil pessoas estavam presentes. Em Nantes, foram contabilizados entre 42 mil e 60 mil manifestantes. Transportes A greve de ontem prejudicou o tráfego aéreo e os serviços de transportes públicos. Em Paris, o metrô opera com 70% da capacidade, e passageiros esperaram longos períodos na estações. Bancas de jornal permaneceram fechadas em muitas cidades. Trabalhadores dos correios e de outros serviços públicos também aderiram à greve. No aeroporto de Lyon, no sul da França, cerca de 30 vôos foram cancelados e trens sofreram atrasos. O transporte público também foi prejudicado em Marselha e Bordeaux, também no sul do país. Lei A lei do primeiro emprego, aprovada pelo Parlamento no mês passado, pretende reduzir o desemprego entre os jovens, facilitando sua contratação. Mas uma cláusula, que permite ao empregador demitir sem justificativa ou indenização por um período de dois anos desagrada jovens. A controvérsia ocorre antes das eleições previstas para 2007. Pesquisas apontam que Villepin está em queda, e a oposição diz que irá revogar a lei caso vença as eleições. Ontem, Villepin reiterou sua disposição em dialogar com os sindicatos, mas continuou a defender a reforma.

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