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Nº 5751
Internacional

Brasileiro que matou menor pode ser condenado � morte nos EUA

Greenwich (EUA) – O brasileiro Saul dos Reis, 25, que confessou ser culpado pelo assassinato da menor Christina Long, 13, poderá ser condenado à morte por injeção letal nos Estados Unidos. Em Connecticut, local do crime, a Justiça prevê a pena de morte em

Por | Edição do dia 23/05/2002 - Matéria atualizada em 23/05/2002 às 00h00

Greenwich (EUA) – O brasileiro Saul dos Reis, 25, que confessou ser culpado pelo assassinato da menor Christina Long, 13, poderá ser condenado à morte por injeção letal nos Estados Unidos. Em Connecticut, local do crime, a Justiça prevê a pena de morte em casos de homicídio. A pena capital, porém, não é aplicada no Estado desde 1960. Saul dos Reis foi indiciado anteontem por ter usado um serviço do Estado (a Internet) para seduzir sexualmente a menor. Antes, ele havia dado à polícia de Greenwich, cidade onde vive, informações que levaram à descoberta do corpo da menina de 13 anos que ele conheceu numa sala de bate-papo na rede virtual. O corpo de Christina Long foi descoberto numa área deserta de Greenwich, na manhã do dia 20, por policiais que seguiram indicações de Reis. A menina tinha sido vista com vida pela última vez na noite da última sexta-feira, no Fair Mall de Danbury, onde morava, segundo o comissário Robert Paquette. As localidades são vizinhas e ficam em Connecticut. Visto vencido O brasileiro está nos EUA há nove anos, para onde foi com um visto de turista, hoje já vencido. Sem antecedentes criminais, formou-se em 1997 no equivalente ao segundo grau e estava casado há dois anos com Tatiana, também brasileira, que se recupera de um câncer. Os dois não têm filhos. Reis trabalhava como garçom no restaurante Café Brasil, do sogro, na periferia de Nova Iorque. O apartamento do casal fica numa rua calma de Greenwich. Na porta estão os dizeres “Deus abençoe a América’. O caso, revelado anteontem no Brasil pela Folha de S. Paulo, ganhou a primeira página do “The New York Post” e de seu concorrente, o “Daily News”, os dois principais jornais tablóides nova-iorquinos. Reaqueceu também nas emissoras de TV o debate sobre o assédio sexual que menores sofrem quando estão navegando na Internet.

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