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Carro-bomba atinge �nibus e deixa 17 mortos em Israel

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Megiddo (Israel) ? Um militante palestino provocou a explosão de um carro-bomba contra um ônibus lotado de israelenses em Megiddo, no norte de Israel, matando 16 pessoas, além do suicida que dirigia o veículo. O ataque deixou ainda cerca de 40 feridos ? dez estão em estado grave. O grupo terrorista palestino Jihad Islâmica assumiu a autoria do atentado, que provocou o maior número de mortes desde que Israel encerrou sua ofensiva militar na Cisjordânia, há um mês. O ataque marca uma mudança nas táticas dos suicidas palestinos, que até agora iam a pé, com explosivos menos poderosos atados ao corpo. O atentado, ocorrido na localidade de Megiddo (o nome em hebraico do Armagedon), coincide com o 35º aniversário do começo da Guerra dos Seis Dias, em que Israel capturou a Cisjordânia e a faixa de Gaza. ?Um militante que buscava o martírio, das Brigadas de Al Quds, detonou um carro carregado de explosivos junto a um ônibus sionista, perto do entroncamento de Megiddo?, disse uma nota do grupo. Pouco depois da explosão do carro-bomba, Avi Pazner, porta-voz do governo israelense, declarou: ?Essa atrocidade mostra mais uma vez que a Autoridade Palestina e Iasser Arafat fazem tudo para apoiar organizações terroristas a continuarem seus atentados?. A Autoridade Palestina condenou o atentado e rejeitou a acusação israelense de que o líder palestino Iasser Arafat era responsável pelo ataque. A explosão aconteceu num horário de grande movimento, perto da fronteira entre Israel e a Cisjordânia. O ônibus levava civis e soldados de Tel Aviv a Tiberias, no mar da Galiléia. Cerco a Arafat No fim da noite de ontem (horário do Brasil), o Exército de Israel cercou o quartel-general da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em Ramallah, na Cisjordânia. O negociador palestino, Saeb Erekat, disse ao jornal israelense Ha?aretz que o presidente do órgão, Iasser Arafat, está no local e não foi ferido. No início da madrugada (horário local), cerca de 50 carros blindados israelenses invadiram a cidade, como retaliação a um atentado suicida. Além de cercar o local, os soldados teriam atirado contra o escritório de Arafat. A rede de televisão CNN disse que o Exército de Israel não quis comentar a ação militar, mas explosões podem ser ouvidas na área. Segundo a agência de notícias Reuters, barulhos abafados como bombardeios podiam ser escutados em Jerusalém, a cerca de dez quilômetros de Ramallah.

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