Internacional
�ndia e Paquist�o usam blindados em confronto
Jammu (Índia) ? Tropas indianas e paquistanesas trocaram disparos de veículos blindados na fronteira na Caxemira, no primeiro confronto do tipo no tenso impasse em que os dois países se encontram. ?Soldados paquistaneses deram início ao fogo no setor de R.S. Pora que teve resposta na mesma medida?, afirmou uma autoridade de defesa da Índia, acrescentando que não há informação sobre vítimas. ?Essa é a primeira vez que foram disparados tiros de blindados?, afirmou a fonte, embora não tenha fornecido detalhes sobre o tipo de veículo nem o calibre das armas usadas. Ainda conforme essa fonte, os soldados também usaram morteiros e artilharia pesada no setor de Naushera. As autoridades paquistanesas ainda não fizeram comentários sobre o incidente. Os dois países vizinhos, ambos detentores de arsenal nuclear, têm trocado tiros regularmente na fronteira na Caxemira, mas os confrontos se intensificaram desde um ataque a um campo do Exército da Índia na região atribuído a militantes caxemires com base no Paquistão. Convocação Os Estados Unidos pediram, ontem, energicamente, a seus cidadãos que abandonem a Índia e o Paquistão, ratificando sua advertência sobre viagens a esses países, em meio a temores de que uma guerra nuclear possa explodir entre os inimigos asiáticos. ?As crescentes tensões atingiram níveis sérios, e o risco de intensificação das hostilidades entre Índia e Paquistão não pode ser ignorado?, declarou o Departamento de Estado norte-americano. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou para o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e para o primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vajpayee, para pedir que reduzam as tensões e o risco de guerra na região, informou a Casa Branca. Os dois vizinhos mantêm na fronteira um milhão de soldados, apoiados por mísseis, tanques e artilharia. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, afirmou que Bush ressaltou a necessidade de diálogo. O presidente dos EUA pediu a ambos em diferentes telefonemas que ?tomem medidas para reduzir as tensões na região e diminuir o risco de guerra?, informou o porta-voz.